Após 10 dias do assassinato da mineira Aliny Mendes, de 39 anos, na Região Metropolitana de Londres, na Inglaterra, os familiares ainda não sabem quando poderão enterrar o corpo da vítima em solo brasileiro. Também segue indefinida a questão da guarda dos seus quatro filhos de 3, 6, 8 e 12 anos, que permanecem em um uma espécie de lar adotivo naquele país, segundo uma amiga da família  que pediu para não ter o nome publicado. 

Aliny foi morta no dia 9 de fevereiro pelo ex-companheiro de 41 anos, na porta de uma escola primária quando estava com a filha mais nova, de 3 anos, no colo. O homem, que também é natural de Belo Horizonte, foi preso pelo crime e segue detido enquanto aguarda julgamento. 

Com o objetivo de agilizar o processo de repatriação do corpo de Aliny e também arcar com os custos de um advogado para auxiliar na questão da guarda das crianças e mantê-las unidas, familiares e amigos da mineira fizeram uma campanha virtual de financiamento coletivo para arrecadar o total de R$ 50 mil, dos quais R$ 13.565,00 já foram doados.  

Procurado pela reportagem, o Ministério das Relações Exteriores ainda não se posicionou sobre o traslado do corpo da brasileira.  

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