Após 13 dias de angústia, amigos e familiares de Laís Martins, que morreu em Buenos Aires, puderam se despedir da estudante de medicina. Ela, que sofreu um choque séptico e faleceu no último dia 4 (domingo), foi enterrada no começo deste sábado (17) no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte.

A mãe e o padrasto de Laís, Andreia Campanha Moreira e José Gíglio da Silva, precisaram ir à capital argentina para agilizar a liberação do corpo. Sem a viagem dos pais ao país vizinho, o corpo de Laís poderia demorar até 70 dias para voltar ao Brasil.

Sonho
A estudante havia se mudado para Buenos Aires em 2014 para realizar o sonho de cursar medicina. Um dia antes de morrer, Laís teve febre de 40 graus e sentiu muitas dores no corpo. Uma amiga com quem ela dividia apartamento a levou ao hospital. A brasileira teve duas paradas cardíacas e chegou a ser entubada, mas não resistiu. O óbito foi declarado às 16h30 de domingo (4).

Burocracia
Amigos e familiares fizeram uma campanha nas redes sociais para arrecadar fundos e trazer o corpo de Laís ao Brasil. Pelo Facebook, a família informou que as certidões de óbito brasileira e argentina foram expedidas em 13 de dezembro, permitindo o traslado.