A primeira área de lazer de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, que acaba de completar 115 anos, vai garantir acessibilidade a deficientes físicos e a pessoas com mobilidade reduzida.

As obras de adaptação são a principal intervenção prevista no projeto de requalificação do parque, aprovado nesta semana pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
 
Originalidade

De acordo com a arquiteta Mirelli Borges Medeiros, da Pólis Arquitetura e Urbanismo – empresa responsável pelo projeto arquitetônico –, as propostas preveem o mínimo de interferência no projeto original do espaço.

"O objetivo é exatamente o que o nome sugere, requalificar o parque, dotando-o de condições mais adequadas ao seu uso e exploração. Não queremos intervir severamente em seu plano original", afirma.
 
Ampliação

O amplo espaço verde, de 180 mil metros quadrados, irá ganhar ainda um novo complexo operacional. Em uma estrutura modular, de material permeável e flexível, serão instalados banheiros exclusivos para funcionários e ambulantes, sede administrativa mais espaçosa e restaurante central com playground. Será construída também uma nova área de lazer para crianças, com brinquedos em formato de animais, batizada de Bichos do Parque. Cartão-postal de BH, o Parque Municipal foi tombado em 1975 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e sofreu sua última grande reforma há 20 anos. Segundo o presidente da Fundação de Parques Municipais, Homero Brasil, as intervenções priorizam a integração entre o parque, seu entorno imediato e a cidade.

"É natural que, em 20 anos, as estruturas físicas tenham se deteriorado. A revitalização se justifica, não somente por este motivo, mas para contemplar a população". Ainda não há data para o início da reforma.
 
Harmonia

O parque foi projetado em estilo romântico inglês pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon, para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina. A requalificação deve devolver a identidade do lugar. "Durante todos esses anos, foram feitas inúmeras intervenções que acabaram descaracterizando o ambiente. Ao fim da obra, teremos um espaço mais harmônico, arquitetonicamente mais coerente", diz a arquiteta Mirelli Medeiros.