Um adolescente de 17 anos, morador de Nova Era, na Região Central do Estado, é investigado pela Polícia Civil (PC) sob suspeita de ter planejado, em um fórum na internet, executar um atentado armado na escola onde estudava. Na última quinta-feira (1º) a corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do menor, tendo apreendido dois computadores que passam por perícia.

De acordo com a polícia mineira, a Interpol - Organização Internacional de Polícia Criminal - emitiu um alerta à Polícia Federal (PF) após interceptar os planos do menor. Após a identificação do suspeito, a corporação repassou a investigação para a PC mineira, que abriu um inquérito na quarta-feira (31) e, no dia seguinte, deflagrou a operação de busca na casa do adolescente. 

Nenhuma arma foi encontrada no imóvel. Como nada ilícito foi localizado, o adolescente não foi apreendido, ficando em casa sob responsabilidade de seus pais. Na próxima semana uma reunião com os responsáveis por ele e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) será marcada para tratar sobre a questão. 

Ainda conforme a PC, até o momento não é possível afirmar que o site usado pelo adolescente para planejar o atentado seja considerada uma plataforma "terrorista". 

Além disso, o nome da escola que seria alvo do ataque não será divulgado pela corporação, visando evitar pânico entre os estudantes e suas famílias. Entretanto, a diretoria da instituição já foi avisada sobre o atentado que era planejado. 

Menor usou fórum sueco para planejar ataque

A PF foi procurada pela reportagem no sábado (3) e informou, por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (5), que, após receber o caso por meio de um informe da Representação da Interpol na Suécia, fez um levantamento que identificou o adolescente e sua cidade, sendo que ele "vinha se comunicando em fóruns suecos pela internet". 

"Devido à urgência, a Polícia Federal compartilhou os relatórios de inteligência policial produzidos sobre o caso com a Polícia Civil de Minas Gerais, que procedeu ao cumprimento do mandado judicial. Não houve comprovação da prática de crimes de terrorismo", conclui a nota da corporação. 

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