O Estado anunciou, nesta terça-feira (30), que 165 cidades aderiram oficialmente ao Minas Consciente no território mineiro. No último balanço, divulgado na quinta-feira (25), eram 157 localidades. O aumento é de 5% em menos de uma semana. O programa estadual, lançado em 23 de abril, traz orientações aos municípios para a flexibilização controlada das atividades econômicas. Segundo o governo, outras cerca de 100 prefeituras implementaram medidas ainda mais restritivas do que as previstas no plano estadual, mas não assinaram a adesão.

"O município tem essa autonomia [de não oficializar a adesão]. Se ele identifica que a sua situação exige uma atuação ainda mais restritiva, a gente parabeniza essa tomada de decisão. Então, hoje a gente já tem cerca de 260 municípios que estão aderentes a essas regras", declarou o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Segundo o gestor, dos 165 municípios oficializados ao Minas Consciente, 137 estão na Onda Verde, ou seja, em nível em que apenas serviços essenciais podem funcionar; e 28 na Onda Branca, que libera a abertura de estabelecimentos considerados de baixo risco, como autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas. Ao todo, quatro milhões de habitantes moram em cidades que aderiram ao programa.

Apesar de contemplar oficialmente apenas cerca de 19% dos 853 municípios mineiros, o chefe de gabinete da SES avalia que a adesão ao Minas Consciente está subindo no Estado. Segundo ele, o principal indicador de sucesso do plano é a constatação de que as regiões que tiveram maior adesão ao Minas Consciente têm, na atualidade, uma evolução melhor da pandemia. 

"A gente tenta respeitar a autonomia do município, mas a gente quer caminhar junto. Quando colocamos um plano por adesão, com a possibilidade de diálogo, o que a gente quer é dar as mãos e caminhar dessa forma. Aos poucos, a adesão está subindo, está sendo representativa. A gente entende, nessa avaliação, que o plano tem sido extremamente acertado nesse sentido", afirmou.

Minas Consciente

Conforme o governo de Minas, o Minas Consciente setoriza as atividades econômicas em quatro "ondas" (Onda Verde – serviços essenciais; Onda Branca – primeira fase; Onda Amarela – segunda fase; Onda Vermelha – terceira fase), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença. 

Ainda conforme o Estado, alguns setores só poderão ser retomados após o controle da pandemia e, portanto, não estão previstos nas ondas do Minas Consciente, já que necessitam de um tratamento diferenciado. São eles: 

- Atividades que geram um risco extremamente alto para a população brasileira, com grande aglomeração de pessoas e grande possibilidade de contágio, tais como grandes eventos, museus, cinemas e demais atividades incentivadoras de grandes aglomerações, além de turismo em geral, clubes, academias, atividades de lazer e esportivas;

- Instituições de ensino: estas atividades possuem uma ótica particular de funcionamento, que perpassam as ondas e que devem ser avaliadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) em conjunto com as demais secretarias;

- Administração pública, organismos internacionais e transporte público: regulados em atos próprios.

(Com Agência Minas)