Após mortes por febre maculosa, Contagem investiga 13 casos suspeitos da doença

Malú Damázio
03/06/2019 às 10:44.
Atualizado em 05/09/2021 às 18:55
 (Reprodução SES/MG)

(Reprodução SES/MG)

Após a febre maculosa vitimar dois moradores de Contagem, na Grande BH, o município investiga 13 casos com sintomas da enfermidade. Há, ainda, suspeita de outras duas mortes pela doença. Diante do cenário, a partir desta segunda-feira (3), o município contará com equipe de infectologistas exclusiva na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nacional para avaliar casos suspeitos.

A Prefeitura de Contagem estuda a possibilidade de a transmissão da doença estar ligada às capivaras, hospedeiras do carrapato-estrela, que vivem próximas à Lagoa da Pampulha, na capital mineira. Os homens que morreram, de 19, 41, 69 e 81 anos, habitavam o bairro Vila Boa Vista, divisa da cidade com a Pampulha. Pelo menos dois deles são parte da mesma família.

Segundo a médica infectologista da Secretaria de Saúde de Contagem, Tânia Marcial, a doença é gravíssima. “Quatro a cada dez pessoas infectadas pode morrer aqui em Minas. Muitas vezes, ela vem na forma fulminante, por isso é importante procurar os médicos quando aparecerem os primeiros sintomas”. Febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele são alguns dos principais sinais da febre maculosa. Veja na imagem abaixo as formas de prevenção.

Orientação

A procura por atendimento médico começou no último dia 22, quando alguns pacientes fizeram a capina de uma mata onde são criados cavalos, também hospedeiros do carrapato. Na região, há córregos onde as capivaras transitam e vivem cerca de 35 famílias, com 150 pessoas. A área foi isolada na manhã desta segunda por equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Contagem.

Para intensificar o controle e a prevenção da doença, o médico veterinário José Renato de Rezende Costa, da diretoria de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da cidade, destaca que a população está sendo orientada. 

“Fizemos uma panfletagem num raio de 500 metros, recolhemos animais domésticos, como cavalos, gatos, cachorros, porcos para dar um banho de inseticida e aplicamos o produto para controle químico também em 30 casas da região”, diz. Quem vive no local endêmico deve examinar o corpo a cada três horas, usar roupas claras e compridas e usar sapatos fechados e de cano alto.

De acordo com o veterinário, o município está em contato com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, para articular ações conjuntas de prevenção.

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