A Vale informou, nesta segunda-feira (6), que foi notificada judicialmente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) de uma decisão que suspende novamente as atividades da barragem Laranjeiras e do complexo minerário de Brucutu, localizados em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais. De acordo com a empresa, as atividades foram paralisadas assim que foi notificada.

A determinação, em segunda instância, suspende os efeitos da decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, de 16 abril, que autorizava a retomada de trabalho da mineradora em sua mina mais importante em território mineiro.

“A Vale reitera que a barragem de Laranjeiras e todas as demais estruturas geotécnicas de suporte à operação de Brucutu possuem Declarações de Estabilidade (DCE) positivas e vigentes, emitidas por auditores externos em março de 2019, e que está adotando as medidas cabíveis quanto à referida decisão”, informa a mineradora por meio de nota.

Inaugurada em 2006, a mina de Brucutu foi anunciada na época como sendo a maior do mundo em capacidade inicial de produção. Em 2016, a Vale noticiou em seu site que ela ocupava a segunda posição do país em produção, sendo superada apenas pela Mina de Carajás, localizada no Estado do Pará. A implantação do empreendimento mineiro custou US$ 1,1 bilhão e chegou a ter 6 mil trabalhadores durante o pico das obras.

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