Após ter decreto que permitia a flexibilização social derrubado pela Justiça, a Prefeitura de Nova Lima, na Grande BH, informou que vai aderir, nos próximos dias, ao programa Minas Consciente. O plano formulado pelo governo de Minas prevê uma série de regras e protocolos para que as cidades "afrouxem" o isolamento de forma responsável em cada município, permitindo a retomada parcial da economia observando o impacto no sistema de saúde".

Com a adesão ao programa estadual, o executivo pretende começar a reabrir parte do comércio considerado não essencial. "Os tipos de estabelecimentos que poderão funcionar, bem como aqueles que terão suas atividades interrompidas, são os determinados pelas “ondas” estabelecidas pelo plano do Governo do Estado, sendo que nossa região está hoje na Onda Branca", detalhou a prefeitura.

Em nota, Nova Lima defende que liberou a abertura do comércio na cidade, no início do mês, com base em dados epidemiológicos. Até o momento, a cidade registra 110 diagnósticos positivos do novo coronavírus. Deste total, 94 pacientes se recuperaram e quatro estão internados. Nenhuma morte foi confirmada.

"Além disso, desde o início da pandemia, mais de 2 mil ações de notificação, orientações verbais, ações educativas e de conscientização, panfletagem, fechamentos, atendimentos a denúncias, operações e conferência de planos de ação de empresas foram realizadas pelo poder público municipal, por meio das equipes da Divisão de Fiscalização de Atividades Urbanas (Dfau), Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal, e o apoio do Polícia Militar", explicou.

Afrouxamento

Na última segunda-feira (18), a juíza Maria Juliana Albergaria derrubou o decreto da prefeitura e mandou suspender o afrouxamento do isolamento social. Na decisão, a magistrada argumentou que a flexibilização não seguiu critérios técnicos, além de contribuir para o crescimento dos casos de Covid-19 no município. 

Veja os serviços liberados pelo plano Minas Consciente conforme as "ondas":

Onda 0 (serviços essenciais)

- Hipermercado;
- Lojas de material de construção;
- Autopeças;
- Farmácias e drogarias;
- Lojas de venda e manutenção de equipamentos elétricos e eletrônicos;
- Padarias e confeitarias;
- Revendas de gás;
- Açougue;
- Serviços de RH e terceirização;
- Supermercados e afins;
- Postos de gasolina.

Onda 1 (serviços de baixo risco)

- Concessionárias, revendas e oficinas de veículos motorizados;
- Joalherias e relojoarias;
- Lojas de vestuário, acessórios, calçados e afins;
- Lojas de artigos esportivos e afins;
- Lojas de artigos para casa, tecidos e aviamentos;
- Lojas de móveis e colchões;
- Lojas de variedades;
- Lojas de fogos de artifício;
- Serviços de publicidade e afins;
- Agências de turismo e afins.

Onda 2 (serviços de médio risco)

- Hotéis e afins;
- Comércio de animais vivos;
- Comércio de plantas e flores;
- Lojas de eletrodomésticos de áudio e vídeo;
- Comércio de artigos de papelaria e afins;
- Tabacarias;
- Lojas de brinquedos;
- Lojas de departamento e magazines;
- Comércio para artigos de caça, pesca e camping;
- Comércio de instrumentos musicais e acessórios, equipamentos de áudio e vídeo;
- Comércio varejista de equipamentos para escritório.

Onda 3 (serviços de alto risco)

- Comércio de souvenires, bijuterias e artesanatos;
- Lojas de variedades;
- Varejista de outros artigos usados;
- Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza;
- Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas;
- Comércio varejista de livros;
- Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes;
- Bancas de jornais e revistas;
- Varejo de equipamentos de telefonia e comunicação;
- Lojas de artigos fotográficos e para filmagem;
​- Lojas duty free de aeroportos internacionais;

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