Dos 853 municípios de Minas, 34 aderiram ao programa Minas Consciente, criado para padronizar o processo de reativação de atividades econômicas por parte das prefeituras em um cenário de enfrentamento à pandemia de Covid-19. Ou seja, apenas 4% das prefeituras formalizaram a adesão à proposta apresentada pelo Estado em abril, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (21).

Veja a lista com os municípios que aderiram ao programa:

minas consciente

Para o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, o ideal seria que todos os municípios do Estado fizessem a adesão ao programa, levando para a administração local as orientações estabelecidas no Minas Consciente. Ele espera que muitas prefeituras, ao menos, utilizem as informações contidas ali para definirem os decretos que estabelecem o funcionamento dos comércios e das atividades econômicas.

“Buscamos que parte significativa dos municípios venham aderir ao programa, mesmo que não haja uma adesão formal. Para que as práticas que os prefeitos venham tomar levem em conta os protocolos e os momentos das ondas definidas no Minas Consciente”, afirmou o secretário, durante coletiva, acrescentando que é importante uma reativação econômica consciente para o melhor controle da epidemia.

Entre as cidades que formalizaram uma adesão ao Minas Consciente, estão Juiz de Fora, Nova Lima, Patos de Minas e São Lourenço. Já Belo Horizonte, que deve iniciar o processo de flexibilização na próxima segunda-feira (25), possivelmente seguirá um caminho próprio.

“Entendo que vai ser uma coisa muito próxima do Minas Consciente, não há necessidade de ser igual. Entendemos que o caminho deve ter lógica e coordenação, e isso vai acontecer em Belo Horizonte porque conheço a equipe e é uma equipe boa”, disse Amaral.

O programa

Elaborado pelas secretarias de Saúde e Desenvolvimento Econômico,  o programa Minas Consciente apresenta protocolos de segurança sanitária a serem seguidos por prefeituras, empresas e cidadãos. Não é obrigatório para um município a adesão formal, mas o Estado informa que poderá monitorar melhor o avanço do novo coronavírus se as cidades aceitarem formalmente as recomendações. 

O ponto mais importante é a setorização das atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – baixo risco; onda amarela – médio risco; onda vermelha – alto risco), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença.

Neste momento, as macrorregiões de Saúde Norte e Centro-Sul, que abrangem 137 municípios, poderão evoluir da onda verde para a onda branca do programa Minas Consciente. Desta forma, as cidades poderão retomar algumas das atividades econômicas de baixo risco, como o comércio de produtos agrícolas, floriculturas, artigos esportivos, jogos eletrônicos e autoescolas.

A orientação para que os municípios possam reabrir negócios nessas áreas mudou após reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, na tarde desta quarta-feira (20). Isso foi possível porque essas regiões apresentaram poucos casos confirmados de Covid e estão com a capacidade aceitável no número de leitos. As demais áreas continuam na onda verde, focada nos serviços essenciais. 

Veja quais são as regiões que podem seguir para a onda branca:

onda branca minas consciente

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