O volume das águas do rio Doce pode até não ser o mesmo, mas a beleza do manancial continua intacta. Rio de águas às vezes caudalosas, às vezes barrentas, ele atravessa o tempo como fonte de lazer, sustento e abastecimento de moradores da 228 cidades margeadas. Também é fonte de inspiração. Pelas lentes do fotógrafo do Hoje em Dia, Leonardo Morais, é possível ver a beleza que se descortina todos os dias em alguns pontos dos 86.715 km² de extensão do curso d’água.

Destes, 86% estão no Leste de Minas (202 cidades) e 14% no Espírito Santo (26 cidades). Na rota mineira está Governador Valadares, onde, caprichoso, o rio passa lento, emoldurando o Pico da Ibituruna que do alto dos 1.123 metros de altitude faz sombra para os pescadores, e em outros pontos, oferece corredeiras para a prática de surfe, canoagem e passeios de jet-ski. Na cidade, quatro balsas fazem o transporte de passageiros pelas águas.

O rio Doce também fez história. Pelo vale, no século 18, entraram conquistadores europeus, sertanistas e, no século 20, serviu de rota para a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Mais importante bacia hidrográfica da região Sudeste, tem despertado a atenção de autoridades que buscam soluções para amenizar os efeitos da crise hídrica no Brasil.