Compartilhar conteúdos on-line para enriquecer o aprendizado ou ter exercícios corrigidos pelos professores na própria plataforma digital, sem a necessidade de imprimir papel. Essas são algumas das funcionalidades proporcionadas pelo Google for Education e que já começam a ser colocadas em prática nas Faculdades Kennedy e Promove, em Belo Horizonte.

A proposta visa a implantar uma nova cultura educacional, lançando mão das tecnologias disponíveis. “O mundo mudou e a educação precisa se adaptar”, destaca Sarah Vilaça, diretora do Núcleo de Inovação e Aprendizagem (Nina) das instituições.

Professora de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da unidade Prado, Oeste da cidade, Cássia Torres já recorre ao Drive (plataforma de compartilhamento) para transmitir documentos aos alunos. “A aprendizagem ficou mais rica. Posso enviar multimídias que incrementam a temática da aula”.

Ela participa de treinamento oferecido, até outubro, a 363 funcionários e universitários da Kennedy e Promove. Após a capacitação, irão disseminar a tecnologia a outras pessoas ligadas às instituições.

Cássia diz que planeja implantar o Google Classroom, recurso que permite aplicar exercícios e trabalhos on-line. “A nova geração é multitelas. Além de ensinar, o docente deve ser o mediador de novas formas de conhecimento”, observa.

Quem também participa do treinamento é Iudely de Almeida Alves, de 27 anos, aluna do 2º período de Jornalismo. A universitária se diz satisfeita com os resultados da capacitação. “Existem ferramentas muito práticas e que facilitam a nossa rotina, como armazenar conteúdo, por exemplo. Está sendo muito produtivo”, afirmou. 

Agora, a jovem aguarda com expectativa a hora de repassar o que está aprendendo. “O mais interessante é que nós mesmos, na própria faculdade, iremos multiplicar os conhecimentos, nos tornando educadores”, diz.

Processo

A nova cultura educacional está sendo implantada há um ano nas Faculdades Kennedy e Promove. Sarah Vilaça ressalta que, nesse contexto, aprender, ensinar e trabalhar devem ser movimentos compartilhados e hierarquicamente horizontais. 

O processo foi iniciado com a migração do sistema das instituições para o Google. Alunos, professores e funcionários administrativos passaram a ter acesso, através do endereço eletrônico pessoal, aos recursos disponibilizados pela plataforma. “São diversas ferramentas acessadas a partir do e-mail, em qualquer aparelho ligado à rede”, destaca a diretora do Nina. (Colaborou Bruno Inácio)

Próximos passos

Com a adesão da nova cultura educacional, outros mecanismos também serão implantados pelo Nina nas Faculdades Kennedy e Promove. São eles: os programas “Talks” e “Incubadora”.

O primeiro, irá permitir ao docente mediar rodas de conversas e palestras que expõem experiências de outros especialistas. Já o segundo método pretende instigar a utilização de software, aplicativos, protótipos e laboratórios para produzir soluções de problemas identificados nas competências de cada disciplina.

Para Sarah Vilaça, diretora do Núcleo de Inovação, ampliar os horizontes é o que irá fazer dos centros universitários mais atrativos e compatíveis com a era digital e com o desenvolvimento humano.

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