A Argentina começou a vacinar seus cidadãos contra o novo coronavírus nesta terça-feira (29). Funcionários do sistema de saúde serão os primeiros a receberem a imunização Sputnik V, produzida pela Rússia.

Conforme agências internacionais de notícias, o governo argentino adquiriu 300 mil doses, que já estão no país, e serão aplicadas aos profissionais que estão na linha de frente de combate à doença.

Na prática, elas servirão para 150 mil trabalhadores da saúde, já que são necessárias duas doses por pessoa: a primeira e, 21 dias depois, mais uma.

Nesta terça, os profissionais vacinados precisaram seguir o procedimento padrão e, após a aplicação, ficam no hospital para avaliar se há reações adversas.

Vacina russa rende crítica

No país, a oposição política critica a prioridade que o governo argentino deu à vacina russa. Para esse grupo, os efeitos colaterais da Sputnik ainda não foram devidamente divulgados.

O governo, no entanto, afirma que os resultados já divulgados são suficientes para o início da imunização de urgência. No sábado (26), ao anunciar o lançamento da campanha, o presidente Alberto Fernández disse que a intenção era ter a "maior parte da população de risco vacinada" até o outono.

O presidente argentino disse ainda que, para ampliar a confiança da população na vacina russa, ele mesmo seria o primeiro a ser vacinado.

Brasil

Enquanto isso, no Brasil, a Pfizer, uma das principais fabricantes do imunizante, afirmou nessa segunda-feira (28) que não irá submeter a vacina para uso emergencial no país.

A empresa americana relatou que fez uma reunião com a Anvisa, no último dia 14, mas na ocasião a farmacêutica encontrou dificuldades no guia feito pela agência brasileira para submeter o item.

Leia também:
Minas registra 4.995 novos casos de Covid-19 e se aproxima de 530 mil infectados