Celebrações presenciais já podem ser feitas, a partir desta quinta-feira (18), nas paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte, desde que estejam enquadradas nas normas sanitárias estipuladas no documento "Evangelização Missionária: Um Novo Tempo", desenvolvido pela Cúria Metropolitana.

Em entrevista virtual à imprensa, o arcebispo Dom Walmor Oliveira salientou que a medida é válida para os 28 municípios que integram a Arquidiocese de Belo Horizonte. "Se a paróquia estiver em condições, com a ajuda do nosso comitê técnico, logístico e sanitário, já poderá começar a operar", frisa.

Além de Belo Horizonte, são abrangidas: Belo Vale, Betim, Bonfim, Brumadinho, Caeté, Confins, Contagem, Crucilândia, Esmeraldas, Ibirité, Mário Campos, Nova União, Lagoa Santa, Moeda, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Piedade dos Gerais, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Manso, Sabará, Santa Luzia, São José da Lapa, Sarzedo, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

Apesar deste sinal verde, o documento deixa claro que, em cidade onde existam restrições sanitárias, a igreja deve acatar a autoridade municipal. Em Belo Horizonte,  onde se concentra o maior número de igrejas, os cultos religiosos não foram proibidos pela Prefeitura Municipal. Também não há restrição sobre o número de pessoas.

Dom Walmor destaca que foi criado um documento detalhado e exigente para que não seja, nas palavra dele, um simples abrir de portas. "Isso (abrir portas) é facílimo. É um novo estilo de vida e a Igreja está aí como missionária, como educadora, para ajudar neste caminho", salienta Dom Walmor.

De acordo com o documento, disponível no site www.arquidiocesebh.org.br, entre as medidas que devem ser observadas estão distanciamento de dois metros entre as pessoas, com um espaço maior entre os bancos; uso de máscaras; oferta de álcool em gel na entrada e na saída das igrejas.

"Cada paróquia, estando nas condições exigidas, dará o seu passo", observa Dom Walmor, que tem consciência de que as realidades são muito distintas nas 28 cidades, que totalizam mais de 700 igrejas.

 

Veja vídeo com as instruções para frequentar igrejas católicas:

 

 

Paróquias já estariam em contato com a Arquidiocese para a realização das adequações. Segundo Leonardo Pereira, integrante do comitê, em alguns casos haverá a necessidade de uma visita técnica para verificação física do espaço. "Outras já estão bem adiantadas e consolidadas no cumprimento das normas e serão liberadas de forma mais rápida", assinala.

Pereira ressalta que algumas paróquias terão que fazer investimentos em equipamentos e instrumentos de higienização, para melhor se adequarem à nova realidade. Devido à quantidade de igrejas, o acompanhamento para ver se todas as indicações do documento estão sendo respeitadas será feito por amostragem.

"A gente vai precisar de contar com o auxílio de todos os padres neste acompanhamento. A gente pode ser chamado por eles mesmos, mas a ideia é fazer isso ao longo do tempo, constantemente, passando por todas aquelas que forem iniciando as missas presenciais ", registra Pereira.

Para Dom Walmor, a pandemia surge de um "cenário de esgotamento, do modo como administramos nossa vida e do modo como somos. Estamos abrindo um novo ciclo, conscientes de que é uma luta séria e desafiadora".