O assassinato do jornalista Rodrigo Neto completa neste sábado (8) um ano e será lembrado com uma missa e uma marcha, em Ipatinga, no Vale do Aço. Os dois atos vão reunir amigos e familiares da vítima que cobram da polícia a identificação dos mandantes do crime. A Polícia Civil diz que as investigações não foram concluídas e ainda trabalha no caso.  
 
Estão presos o investigador Lúcio Lírio Leal e o falso policial civil Alessandro Neves Augusto, o “Pitote”, apontados nas investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como sendo, respectivamente, informante e executor. Os dois vão a júri popular, mas a data ainda não foi marcada.
 
De acordo com informações do Comitê Rodrigo Neto, o objetivo da manifestação deste sábado é cobrar respostas dos policiais responsáveis pelo caso que já deixaram o Vale do Aço. "Um ano de impunidade. Quem mandou matar Rodrigo Neto?", diz uma das faixas que começaram a ser espalhadas pela cidade.
 
A viúva do repórter policial morto com três tiros, Lourdes Beatriz de Oliveira Faria, de 33 anos, pretende ler uma carta em homenagem ao marido falecido e nela dizer que a família só vai se sentir aliviada depois que o crime for completamente desvendado. Neto deixou um filho com 7 anos de idade.
 
A assessoria da Polícia Civil em Belo Horizonte informou que as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas. No entanto, essa investigação complementar corre em segredo de Justiça. Desta forma, não teria como informar se existem avanços com relação à identificação de supostos mandantes.
 
A Polícia Civil também investiga a morte do fotógrafo Walgney Carvalho, de 43 anos, ocorrida no dia 14 de abril do mesmo ano em um pesque-pague em Coronel Fabriciano, na mesma região. Carvalho trabalhava com Neto e uma das hipóteses é que ele morreu numa queima de arquivo. Ele teria comentado que sabia quem havia matado Rodrigo Neto.
 
Marcha
 
A missa será a primeira atividade em homenagem a Rodrigo Neto e está marcada para as 19 horas deste sábado (8), no santuário São Judas Tadeu. Depois os participantes seguirão em marcha solene silenciosa com velas acesas até o local do crime, na avenida Selim José de Salles, bairro Canaã, proximidades do Churrasquinho do Baiano. No local vão fincar as velas acesas no chão, em frente a uma cruz.