Quem trafega pelo hipercentro da capital mineira deve ficar atento, pois nas próximas horas o trânsito pode ficar lento em vários trechos. Isso porque várias manifestações estão programadas para esta manhã de terça-feira (14), na área central de Belo Horizonte. A ideia dos protestantes é chamar a atenção das autoridades para as reivindicações, mas a ação pode prejudicar o tráfego de veículos e pessoas. Por volta do meio dia, uma faixa da avenida Afonso Pena, entre a rua da Bahia e a avenida Álvares Cabral, foi ocupada, conforme a BHTrans, que administra o trânsito na capital. O trânsito também ficou prejudicado nas ruas Espírito Santo, São Paulo, Bahia e na avenida Afonso Pena nos dois sentidos, segundo a BHTrans.

Veja os pontos onde há reunião de manifestantes e qual a previsão de trajeto dos protestantes:

Praça da Estação

Cerca de 1.500 servidores municipais estão reunidos na Praça da Estação, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindbel), de onde devem seguir em passeata a partir das 10h30 para a Praça Sete. Os servidores estão em greve desde o dia 30 de abril e questionam a política adotada pelo prefeito Marcio Lacerda. Na Praça Sete eles deverão se reunir com os manifestantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB Minas), CUT, CSP-Conlutas, Nova Central, Sind-Rede, Sindibel, Sind-Saúde, MST e de outros movimentos sociais. Os sindicalistas prometem não desrespeitar a liminar da Justiça que define que as passeatas não podem ocupar mais do que um terço das vias, sob pena de multa diária de R$ 100 mil por descumprimento. A Polícia Militar está monitorando os manifestantes e a BHTrans informou que o trânsito não tem sido prejudicado no entorno.

Praça Milton Campos

Já a Praça Milton Campos será o ponto de encontro para cerca de 50 pessoas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) - que protestam contra a 11ª rodada de licitações de blocos para a exploração de petróleo e gás natural -  devem se reunir aos trabalhadores rurais sem terra. Os integrantes do MST sairam do viaduto São Francisco passaram pela avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha, em direção à praça. Em seguida, todos marcharão à Praça Sete e, em seguida, à sede da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena. Os manifestantes do MST protestam contra o adiamento do julgamento do assassino Adriano Chafik, réu confesso do assassinato de cinco agricultores sem terra, em Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha-MG, que seria julgado em Belo Horizonte dos dias 15 ao dia 17 de maio, ainda sem data definida.

A 11ª rodada está prevista para esta terça e quarta-feira (14 e 15)  de maio. Eles são contra a privatização de diversas barragens cujas concessões vencem até 2015. Além das mobilizações, mais de 50 organizações assinaram uma carta que será entregue na próxima segunda (13) à presidenta Dilma exigindo o cancelamento do leilão do petróleo e da privatização das barragens.

Os atos acontecem no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, e em São Paulo haverá entrega massiva de jornais nas estações dos metrôs. Com as mobilizações, os manifestantes querem demarcar posição contrária à privatização dos 289 blocos de petróleo, localizados em 11 estados brasileiros, cujo volume poderá ultrapassar 40 bilhões de barris, o que pelos cálculos equivale a um lucro próximo a R$ 1,16 trilhões que será apropriado por empresas transnacionais do petróleo.  As manifestações cobram também que o governo brasileiro não faça a licitação de 12 usinas.

Praça Sete

A praça mais central da capital mineira será o palco de reunião de todos os protestos realizados nesta terça-feira (14). A BHTrans informou que monitora a situação do trânsito. A expectativa é de que a situação complique por volta das 11 horas.

Atualizada às 12h12.