No dia em que a tragédia em Mariana completa quatro anos, cerca de 200 pessoas fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (5) na rodovia MG-129, na saída para Barão de Cocais. O protesto em Mariana foi coordenado pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB). 

Os atingidos questionam a volta da operação da mineradora Samarco, antes mesmo que a reparação tenha sido feita para quem perdeu casas por causa do rompimento da barragem de Fundão. No último dia 25, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou a Licença de Operação Corretiva (LOC) da mineradora.

Os reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo estão sendo construídos e as obras devem ser concluídas em agosto de 2020, conforme acordo homologado na Justiça entre Fundação Renova e Ministério Público. 

No dia 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, administrada pela mineradora Samarco, se rompeu e a enxurrada de lama de reiejtos rapidamente atingiu a comunidade de Bento Rodrigues, a 35 quilômetros de Mariana, provocando a morte de 19 pessoas. Minutos depois, a lama arrasou a comunidade de Paracatu de Baixo e seguiu o curso de rios da região, até o rio Doce, afetando mais de 200 municípios entre Minas e Espírito Santo. Desde então, os moradores que perderam suas casas aguardam o reassentamento. 

Entidade responsável pela mobilização e execução da reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, a Fundação Renova afirmou que considera legítima qualquer manifestação popular, coletiva ou individual, e reafirmou que possui o diálogo como prática norteadora de suas ações.   

Por nota, a Samarco afirmou que "reforça seu compromisso com as comunidades e locais atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, e reafirma que todos os esforços têm sido feitos para a reparação dos danos causados. A empresa informa que, até agosto deste ano, foram destinados R$ 6,68 bilhões para as ações de reparação e compensação conduzidas pela Fundação Renova".

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