Atrasos e falhas comprometem relógios da capital mineira

Renato Fonseca - Hoje em Dia
15/01/2016 às 06:44.
Atualizado em 16/11/2021 às 01:02
 (Marcelo Prates/Hoje em Dia)

(Marcelo Prates/Hoje em Dia)

Atrasados, inoperantes, danificados. Relógios instalados em pontos estratégicos da capital podem deixar os mais desavisados perdidos no tempo. Além de informar a hora errada, alguns equipamentos estão sem os ponteiros e com pontos luminosos apagados. Há previsão de reparos, mas não para todos. Soma-se a isso a falta de perspectiva de religamento dos totens eletrônicos, removidos em 2014.

O problema está presente nas principais torres da região Centro-Sul: no prédio da Praça da Estação, na avenida dos Andradas, no edifício-sede da prefeitura e na igreja de São José, ambos na avenida Afonso Pena. Também há falhas em templos religiosos e imóveis públicos.

Estação

Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), o prédio da Praça da Estação conta com quatro máquinas. Uma delas está desativada desde 23 de novembro do ano passado.

Uma tempestade com fortes ventos derrubou os ponteiros e a numeração do relógio direcionado para a linha do metrô. Já em 31 de dezembro, os ponteiros do mostrador à direita travaram, também após ventania. O equipamento teve que ser retirado, mas voltou a funcionar nessa quinta (14).

O Instituto Cultural Flávio Gutierrez, responsável pelo espaço, informou que aguarda a liberação de recursos do projeto de manutenção do museu para iniciar o reparo no aparelho direcionado para o metrô.

A presidente da Associação dos Moradores do bairro Floresta (Floleste), Beth Sily, reivindica uma solução. Ela lembra que o imóvel faz parte da história de BH e precisa de atenção especial. “Nós queremos um monumento bonito e vistoso não apenas para conferir horários, mas para a preservação do patrimônio. Esse prédio marca uma época, ali começou a construção da capital”, diz Beth Sily, que ainda completou: “sempre se cobra que as casas tombadas sejam preservadas. O mesmo tem que ocorrer com os edifícios protegidos”.

Procurado, o Iepha informou que qualquer reparo ou modificação precisa passar pelo crivo do órgão, mas, que até o momento, nenhum serviço foi solicitado.

São José

A apenas um quilômetro da Praça da Estação, a igreja São José, onde também há grande movimentação de pedestres, o problema persiste. Construído em 1910, o relógio do templo é o mais antigo em funcionamento, com equipamento original, na metrópole.

O maquinário alemão foi restaurado em 2013 por uma empresa de São Paulo. Porém, apresentou defeito durante o processo de restauração da torre, que voltou a ter as cores originais.

Atualmente, o relógio está atrasado em cerca de uma hora. Segundo a igreja, o equipamento é “muito complexo e sensível, e o mesmo não está trabalhando normalmente”. Uma visita dos técnicos responsáveis pela manutenção está agendada para a próxima semana.

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