Nesta quinta-feira (4), mais uma audiência de conciliação entre Vale, Ministério Público de Minas Gerais e governo do Estado discutirá pontos do termo de ajuste, documento referente ao rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. A sessão acontece às 14h, na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual, em BH.

Este é o sétimo encontro desde o desastre, ocorrido no dia 25 de janeiro deste ano. Na última reunião, em 21 de março, o promotor André Sperling chegou a afirmar que "a empresa mostra resistência também em reconhecer as questões relativas à água e sobre a realização de exames para saber a situação atual e futura da população atingida, pois sabemos que a água está contaminada com metais pesados. Assim, é possível fazer uma base de comparação e ver se vão ocorrer danos graves à saúde. O Estado exige que a empresa banque estes exames", conclui. 

No dia, então, ficou decidido que a empresa teria até esta quinta (4) para apresentar soluções. O Estado propôs que a mineradora assumisse também o controle de criadouros do Aedes aegypti, para evitar surtos de dengue, zika e chikungunya. Na região, casas abandonadas e e estruturas resultantes do desastre se tornaram focos do mosquito.

Os custos dos exames seriam de R$ 18,7 milhões. E, para o controle de pragas, o valor destinado giraria em tono de R$ 40 milhões.

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