Após invadir a escola em que estudava e ferir dois colegas com tiros de garrucha, na zona rural de Caraí, no Vale do Jequitinhonha, um adolescente de 17 anos afirmou à Polícia Militar que planejou o ataque para amedrontar duas meninas que não aceitaram ter um relacionamento com ele. O caso aconteceu por volta das 8h desta quinta-feira (7) e o suspeito foi apreendido.

De acordo com tenente-coronel Fábio Marinho, comandante do 19º Batalhão, a direção da escola informou aos militares que o suspeito era um bom aluno, de temperamento calmo. 

O adolescente pulou o muro da Escola Estadual Orlando Tavares portando uma garrucha, um facão e um simulacro de arma de fogo. No momento em que os alunos que estavam no pátio, para a aula de educação física, viram o colega armado, houve correria e gritaria.

O suspeito, então, se dirigiu até uma sala de aula e, no momento em que a professora e um estudante tentavam fechar a porta, o adolescente disparou. A bala atravessou a madeira da porta e atingiu o pescoço de um colega de 17 anos e o braço direito de um aluno de 16. Aos policiais, o suspeito afrimou que o tiro foi acidental, disparado sem querer no momento em que tentou abrir a porta. 

Os dois feridos foram encaminhados ao Hospital Nossa Senhora Mãe da Igreja, em Padre Paraíso. O jovem que foi atingido no pescoço passou por uma transfusão de sangue e foi transferido para um hospital de Teófilo Otoni, por meio de Unidade de Saúde Avançada (USA). O quadro dele é estável. 

O suspeito contou que a garrucha pertence ao pai. Policiais, então, foram até a casa fa família do rapaz para verificar a procedência da arma. Caso seja verificado que a garrucha estava guardada em casa sem o devido cuidado, o homem pode ser preso por omissão de cautela.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a equipe da Superintendência Regional de Ensino de Teófilo Otoni foi à Escola Estadual Orlando Tavares para apurar a situação ocorrida na escola na manhã desta quinta-feira (07/11) e dar todo o apoio e auxílio à direção da unidade escolar, à comunidade escolar e às famílias dos dois alunos feridos na ocorrência. A secretaria informou que a direção da escola está passando todas as informações necessárias para os órgãos competentes que farão a investigação e apuração do caso. 

A Polícia Militar chegou a entrevistar um amigo do suspeito para verificar se teria ajudado no crime, mas nada indicou que o adolescente teria sido cúmplice. Apenas investigações mais apuradas poderão dizer se o suspeito contou com ajuda de alguém. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Novo Cruzeiro. 

escola estadual orlando tavares

Registro da sala de aula onde os adolescentes foram feridos