Mesmo sob escola policial, o autor do massacre que deixou quatro pessoas mortas, três delas dentro de uma igreja evangélica de Paracatu, no Noroeste de Minas, tentou suicídio no Hospital Municipal da cidade, no início da manhã desta quinta-feira (23). A informação foi confirmada pela Polícia Civil (PC), que declarou que Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, utilizou uma lâmina de bisturi para tentar cortar o próprio pescoço. 

Ainda conforme a corporação, a lâmina usada por ele possui as dimensões de 43x7 mm. "Foram adotados os devidos procedimentos de segurança e socorro. Segundo a equipe médica, o estado de saúde dele é estável. Rudson permanece internado no Hospital Municipal de Paracatu, sob escolta da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), à disposição da Justiça", completa a nota. 

Por fim, a PC informou que os detalhes da tentativa de suicídio ainda estão sendo apurados pela equipe da cidade, mas que eles serão mantidos em sigilo por enquanto para não "comprometer as investigações". 

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que o homem estava sob custódia de agentes de segurança penitenciários do Presídio de Paracatu. "Sobre o ocorrido, informamos que foi instaurado pela direção da unidade prisional um procedimento interno para apurar administrativamente o fato. As investigações criminais são de responsabilidade da Polícia Civil".

O massacre

Na noite de terça-feira (21), Rudson matou a ex-namorada, Heloísa Vieira de Andrade, de 59 anos, e outras três pessoas. Antes de invadir a igreja, ele foi até a casa da própria mãe e esfaqueou a ex-companheira. Em seguida, portando uma garrucha de calibre 36, o militar entrou em uma igreja evangélica localizada ao lado da residência, no bairro Bela Vista. 

Lá ele matou Antônio Rama, de 67 anos, pai do pastor do templo, e duas frequentadoras da igreja, Marilene Martinho de Melo Neto, de 52 anos, e Rosângela Albernaz, de 50.

Policiais que faziam o patrulhamento ouviram os tiros e chegaram ao local rapidamente, exigindo que o homem largasse a arma. De frente para os policiais, ele logo fez uma mulher de refém e, em meio à negociação, atirou na última vítima. Em seguida, um policial atirou na clavícula do suspeito, que recebeu atendimento médico e foi levado para o hospital da cidade.

O pastor da igreja, que seria o principal alvo do atirador segundo informações não oficiais, fraturou o pé enquanto fugia do atirador.

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