Após o susto que quase quebrou a tradição do bloco Baianas Ozadas de terminar o desfile na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, a multidão de cerca de 500 mil pessoas que acompanhava o cortejo conseguiu chegar ao destino final, onde outros milhares de foliões aguardavam a chegada dele, que é o maior bloco da capital mineira. Mais cedo, o Corpo de Bombeiros chegou a recomendar que o desfile fosse encerrado na rua Tupinambás, uma vez que a Praça da Estação estava com a lotação acima do esperado. 

Por causa da recomendação, o bloco parou por alguns minutos. Mas, após nova avaliação, ficou definido que o bloco poderia seguir até a Praça da Estação como de costume. "Tivemos esse pequeno percalço, mas conversamos e conseguimos chegar na praça sem o menor problema, na maior tranquilidade. Em todo o percurso, tivemos só uma briga, e nós paramos o trio para ajudar a separar", explica Pollyana Paixão, uma das organizadoras do Baianas Ozadas. 

Apesar da expectativa de bater o recorde de público do ano passado, quando 650 mil pessoas acompanharam o bloco, a última atualização de número feita pela Polícia Militar (PM) aos organizadores do bloco, segundo Pollyana, foi de 500 mil foliões na altura da Praça 7. 

"Normalmente, a gente estima esse número do recorde quando chegamos na Praça da Estação, pois muita gente fica esperando a nossa chegada já lá. Ainda não tivemos uma atualização desse número com a PM, mas a gente estima que tenha sido a mesma coisa do ano passado, cerca de 650 mil pessoas", diz a organizadora. 

Para muitos, a grande quantidade de novos blocos que vêm surgindo a cada ano no Carnaval de Belo Horizonte pode ter levado à diminuição do público do Baianas Ozadas. Na mesma hora do cortejo, que desceu a avenida Afonso Pena, o bloco Havayanas Ozadas carregava outras 300 mil pessoas pela avenida dos Andradas, no Santa Efigênia. "Com certeza houve esse aumento de blocos, que estão mutiplicando mesmo, o que é muito bom", conclui Pollyana.