Pontualmente às 11h, o bloco Baianas Ozadas iniciou o show da manhã desta segunda-feira (24), na avenida Afonso Pena, Centro de Belo Horizonte. Além dos sons de Salvador, ritos soteropolitanos foram incorporados ao desfile.

No começo da apresentação pessoas fantasiadas como baianas, adultos e crianças, lavaram a escadaria da igreja São José.

O rito foi uma alusão à tradicional lavagem da escadas do templo Senhor do Bonfim, na capital baiana, onde católicos e integrantes do candomblé lavam e limpam o espaço com água de cheiro em gesto de purificação.

“Estou muito emocionada. Parece uma mistura de alegria com religião, de arrepiar o corpo”, comentou a engenheira civil Ana Cláudia Deolindo, de 36 anos, que chegou cedo na concentração para acompanhar o momento.

Até às 10h30, parecia que o bloco ia “flopar”, gíria que nas redes sociais define um evento que não vingou. Uma galera aglomerou no entorno do trio, mas parecia menos gente que em anos anteriores.

Mas, às 11h, a Afonso Pena já estava tomada. Foliões fizeram a festa ao som do axé tradicional do bloco. A chuva que ameaçava acabou caindo forte, mas poucas pessoas dispersaram. A maioria não arredou pé.

O trio elétrico, único na cidade com cobertura para a banda na parte de cima, garantiu que os músicos não se molhassem. O carro, o maior deste ano em Belo Horizonte, foi conseguido via patrocínio.

Mas, para os membros da bateria, dançarinos e para a ala das baianas, não teve como: o jeito foi aproveitar a água vinda do céu pra lavar o corpo e alma na folia.

Nos quarteirões fechados da Praça Sete, o público se escondeu embaixo de marquises. Enquanto isso, foliões com caixas de música fazem mini-bloquinhos regados com muito funk e axé, protegidos e secos.

A expectativa dos organizadores é repetir as 500 mil pessoas que acompanharam o desfile nos últimos três anos.

A festa seguirá pela avenida Afonso Pena, depois rua dos Tupinambás e finaliza na avenida dos Andradas. As três vias já foram bloqueadas pela BHTrans.