Um baile funk na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, terminou em tragédia na madrugada deste domingo (1º). Nove pessoas morreram pisoteadas e duas ficaram feridas após uma troca de tiros entre dois homens que estariam em uma motocicleta e policiais militares que realizavam a Operação 'Pancadão' no local. Estimativa é de que 5 mil participavam do evento.

Porta-voz da corporação, o tenente-coronel Emerson Massera concedeu uma entrevista coletiva nesta tarde. Na oportunidade, ele explicou que entre os mortos estão oito homens e uma mulher. Já as duas pessoas feridas são mulheres, sendo que uma delas teria sido atingida por uma arma de fogo. Nenhuma identificação das vítimas ainda foi divulgada oficialmente.

De acordo com ele, a confusão começou quando duas pessoas atiraram contra os militares que atuavam no baile. "A partir daí, a PM utilizou munições químicas. Foram quatro granadas, sendo duas de efeito moral e duas de gás lacrimogênio, e oito ou nove disparos de balas de borracha para dispersar as pessoas que estavam colocando em risco a vida dos policiais como também dos frequentadores", informou o porta-voz. 

Inquéritos abertos

O tenente-coronel acrescentou que um inquérito já foi aberto para investigar se houve, ou não, abuso da força policial. Ele falou que somente uma das vítimas, que está ferida, teve ferimentos na perna causados por armas, mas que até o final do dia novos esclarecimentos seriam prestados. "Todos os fatos serão investigados por inquérito militar, além de investigação paralela que acontece na Polícia Civil", afirmou.

"É difícil analisar nesse primeiro momento se foi correto, ou se houve falha. Somente ao final do inquérito teremos essa confirmação", ponderou o porta-voz. Segundo ele, armas dos policiais envolvidos já foram apreendidas para averiguar se disparos foram feitos, mas que informações preliminares repassadas à PM é de que eles não efetuaram os tiros.

"O que aconteceu hoje, infelizmente, foi um ato diferente do que vinha acontecendo nas outras operações ao longo do ano. Inclusive, tem sido consistente a queda de solicitações da população em relação à perturbação do sossego", ressaltou.