Os passageiros do transporte coletivo de Belo Horizonte terão mais facilidade para recarregar o cartão BHBus, que dá passe para os coletivos da cidade. Até então, os cartões só poderiam ser recarregados em dinheiro e nas estações de ônibus. 

Mas, nesta sexta-feira (27), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) autorizou que as passagens para recarga sejam vendidas também em bancas de jornais e revistas, com possibilidade de pagamento no crédito ou débito, além do dinheiro. 

No entanto, essa comodidade terá um custo adicional. Conforme o decreto assinado pelo chefe do executivo municipal, ao valor da tarifa, que hoje é de R$ 4,50, poderá ser acrescida uma taxa de até 4% se o pagamento for feito com cartão, e até 2% no pagamento em dinheiro. Com isso, o bilhete passaria a custar até R$ 4,68.

A BHTrans foi procurada pela reportagem, mas a empresa informou que o sistema de crédito foi desenvolvido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH). "A legislação é o amparo legal para que esse serviço comece a operar. Cabe a Transfácil avaliar quando as bancas já poderão começar a comercializar", informou a empresa que gerencia o tráfego na cidade. O sindicato, por sua vez, ainda não se posicionou.

O decreto 17.170 diz ainda que da taxa de acréscimo, 2% seria para remuneração do Agente Credenciado de Vendas (ACV) e os outros 2% para cobertura de custos com administradoras de cartões, em caso de pagamento efetuado por meio de cartões de débito ou crédito. Desta forma, segundo a BHTrans, não somente o pagamento por meio de débito ou crédito terá uma taxa de acréscimo de até 4%, como também o pagamento em dinheiro nas bancas terá um acréscimo de 2% no valor, a título da remuneração do agente credenciado de vendas.  

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