Banco de dados ajuda polícia a identificar autores de pichações

Alessandra Mendes - Hoje em Dia
21/06/2013 às 07:02.
Atualizado em 20/11/2021 às 19:19

As “assinaturas” dos pichadores que danificaram prédios e monumentos públicos durante os protestos na capital estão sendo rastreadas pela Polícia Civil. Fotos e vídeos das marcas deixadas pelos vândalos são usados para fazer o cruzamento da “caligrafia”, a partir de um banco de dados com o cadastrado de quase 200 pichadores que já atuaram em Belo Horizonte.

A possibilidade do envolvimento de integrantes de torcidas organizadas não é descartada. “Esses grupos são mutáveis e se aproveitam de momentos como esse para agir. Além disso, percebemos uma mudança no perfil dos pichadores, que abrem mão da ação em grupo para atuar como ‘freelancer’”, afirma o delegado Aloísio Fagundes. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Meio Ambiente.

“A partir dessa análise, podemos identificar os autores das pichações no pirulito da Praça 7 e em agências bancárias, por exemplo. Com os suspeitos identificados, os esforços serão voltados para a responsabilização criminal de cada um”, explica Fagundes.
Os acusados vão responder pelo artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê detenção de três meses a um ano e multa. Por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, a pena é convertida a prestação de serviços.

Testemunhos

Uma pesquisa de campo também é realizada para ajudar na investigação, inclusive com depoimentos e testemunhos de pessoas que participaram das manifestações. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, mas o período pode ser prorrogado, conforme necessidade da polícia.

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