Beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), do governo federal, que foram atingidos pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, podem ficar sem receber o auxílio a partir do próximo mês. A informação é do prefeito da cidade, Avimar de Melo. 

"Estamos preocupadíssimos com isso", afirma o prefeito.

A expectativa de Avimar de Melo é de que ele possa conversar sobre o corte com o ministro da cidadania, Osmar Terra, durante a visita  que ele fará na próxima semana à Brumadinho. 

Apesar da preocupação da prefeitura, o Ministério da Cidadania informou que as famílias beneficiárias do programa em Brumadinho não serão afetadas por cortes. "Os beneficiários do programa receberam ainda um auxílio adicional de R$ 600 em parcela única paga na folha do mês de abril. Na próxima segunda-feira, dia 20, 1.585 famílias receberão regularmente o benefício", diz nota enviada pela assessoria do ministério.

Ainda segundo a pasta, o documento enviado à gestão municipal, que trata da possibilidade de corte do benefício,  cumpre uma determinação legal e rito burocrático do programa.

"Segundo a legislação do Bolsa Família, os beneficiários que recebem valores acima dos estabelecidos deixam de atender aos critérios e, portanto, podem ter a suspensão temporária do benefício. No caso de Brumadinho, os moradores atingidos pelo rompimento da barragem receberam R$ 50 mil por vítima fatal e, mensalmente, recebem um auxílio emergencial no valor de um salário mínimo por adulto e meio salário mínimo por criança. No entanto, o cruzamento de informações feito pelo Ministério da Cidadania não apontou nenhuma família do programa nessa situação até agora", afirma o Ministério.

Na nota enviada ao Hoje em Dia, a pasta Cidadania ainda acrescentou que a Medida Provisória Nº 875 de 12 de março de 2019 já tramita com emendas que permitem o acúmulo de auxílios pecuniários com programas sociais por pessoas vítimas de catástrofes.

*Colaborou Jéssica Malta