A falta da licença ambiental é o maior empecilho para a continuidade das obras de reforma e expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o Aeroporto de Confins, na Grande BH. A afirmação é da direção da BH Airport, concessionária responsável pelo aeroporto, que pediu apoio à Assembleia Legislativa Municipal (ALMG). Na segunda-feira (6), deputados da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da ALMG realizaram uma visita ao aeropoto.

De acordo com a BH Airport, foram feitas intervenções emergenciais, sob a responsabilidade da Infraero, no período que antecedeu a Copa do  Mundo, mas estas não foram totalmente concluídas. A expansão da pista de 3 mil para 3,6 mil metros é um exemplo citado pela concessionária. "Estamos em negociação para que o poder público conclua sua parte ou nos deixe concluir. A responsabilidade técnica por elas ainda é da Infraero”, lamentou o diretor-presidente da BH Airport, Paulo Rangel, que cobra ainda uma definição do poder público.

Nós pedimos a licença ambiental em outubro do ano passado. A transferência de titularidade, da Infraero para a BH Airport, só saiu no final de abril. Já pedimos prioridade total e adiantamos tudo que era possível, iniciando a construção das estruturas metálicas e contratando maquinário, mas ainda estamos esperando para poder começar as obras civis. Quando a licença sair, podemos começar as obras no dia seguinte”, completou Paulo Rangel.

Segundo o executivo, uma operação-padrão nos serviços responsáveis pela emissão do documento teria atrasado essa etapa.

Durante visita, o deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), presidente da Comissão, e Roberto Andrade (PTN), assistiram a uma apresentação dos planos da concessionária para os 30 anos em que administrará o aeroporto, período que começou em abril do ano passado e vai se estender até 2044.