Operação de combate à violência e prevenção ao feminicídio levou ao cumprimento de mandados de busca e apreeensão e também de prisão em Belo Horizonte e outras 19 regiões do Estado nesta segunda-feira (23). Também foram realizadas medidas protetivas de urgência e uma campanha de mobilização da população contra a violência doméstica. Na Praça da Estação, na capital, houve distribuição de panfletos com orientações às mulheres sobre onde buscar ajuda. 

"É uma urgência o combate ao feminicídio e à violência doméstica de uma forma geral. E, hoje, todas as forças estão integradas nessa luta e nesse combate", disse o secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerias, Rogério Greco. Segundo ele, o foco maior das ações, na data, foi a prevenção e conscientização da sociedade. "Muitas vezes, a mulher tem medo de buscar socorro junto à Justiça. Então, a campanha é justamente para isso, para que ela acredite na segurança pública”, reforça o secretário.

Operação

As atividades foram realizadas de forma integrada com as polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento Penitenciário (Depen-MG) e Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec).

"Qualquer policial militar, policial civil, qualquer base de segurança comunitária, qualquer quartel ou delegacia estão preparados para receber e acolher essa mulher", diz o coronel Gilmar Luciano, da PM. Ele explica que as Patrulhas de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) são preferencialmente compostas por uma policial mulher, para gerar essa aproximação. Esta semana, um curso de capacitação com militares de várias regiões de Minas vai aprimorar ainda mais a atuação nas PPVD.

A operação Maria da Penha foi demandada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e acontece em todo o território brasileiro.

Memória

Em Minas, 23 de agosto marca pelo menos uma tragédia. Em 2016, Lilian Hemógenes da Silva, de 44 anos, foi morta a mando do ex-marido em Contagem, quando saía de casa para trabalhar na Promotoria de Defesa do Direito das Mulheres do Ministério Público de Minas Gerais.

A data do crime foi escolhida, posteriormente, como o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, instituído por meio da Lei 23.144, de dezembro de 2018, como símbolo de luta pela vida das mulheres.