A confirmação do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto em Belo Horizonte reacende o alerta contra a doença. A capital reforçou ações de controle, como busca ativa de não vacinados e varredura em imóveis para verificar se há focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da enfermidade. 

O risco de água parada aumenta ainda mais devido às chuvas dos últimos dias. E a previsão do tempo indica mais precipitações e muito calor na capital, que está com boa cobertura vacinal contra a febre amarela, mas, mesmo assim, precisa atingir 100% do público-alvo. 

“BH tem uma cobertura alta, mais de 95%, mas a gente sempre precisa estar atualizando o cartão e orientando as pessoas a manter atualizado. E, neste caso, a gente faz uma busca ativa”, disse o subsecretário de Vigilância e Promoção à Saúde da PBH, Fabiano Pimenta.

“É uma responsabilidade sanitária nossa, manter baixa a infestação do mosquito”
Fabiano Pimenta

Região Oeste

O macaco – que não transmite a doença, mas indica que o vírus pode estar circulando – foi encontrado em julho deste ano, na região Oeste. O resultado do exame, porém, foi revelado apenas nos últimas dias. 

Pessoas que moram na região e ainda não estão vacinadas contra a doença foram orientadas a buscar a imunização. Tentativas de bloqueio também foram feitas em um raio de 200 metros do local, de forma a eliminar possíveis focos. Aproximadamente 300 imóveis foram vistoriados. 

Em dois parques da capital, Jacques Cousteau e Aggeo Pio Sobrinho, próximos ao local onde o primata foi recolhido, é obrigatório apresentar o comprovante de vacinação para visitar a área verdes. 

Em outros dois, Mangabeiras e Serra do Curral, também é necessário estar imunizado, porém, a pessoa pode preencher uma declaração. “Aquelas pessoas que não podem se vacinar por algum motivo, não devem comparecer aos locais. É uma doença que mata de 30% a 50% das pessoas. Então, é preciso agir preventivamente”, reforça o subsecretário. Até o momento, não casos suspeitos na capital.

Histórico

Há três anos, Minas ficou em alerta máximo contra a febre amarela. Foram mais de 80 mortes entre julho de 2017 e junho de 2018. Belo Horizonte foi uma das cidades com mais registros.

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