Ao menos oito moradores de Belo Horizonte que morreram por causa do novo coronavírus não tinham idade acima de 60 anos ou doenças crônicas, como diabetes e doenças do coração. O boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura nesta segunda-feira (3) indicou que, entre as 552 mortes confirmadas, 98.4% dos óbitos ocorreram com a presença de pelo menos um fator de risco ou comorbidade.

Essa foi a primeira vez, desde abril, em que o boletim epidemiológico não indicou que 100% das mortes estavam relacionadas a algum fator de risco ou comorbidade. Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a área técnica deve divulgar os perfis dessas vítimas na terça-feira (4).

De acordo com o documento, das 552 mortes por Covid, 447 são pacientes com idade superior a 60 anos de idade – 80,9% dos casos.

Entre as comorbidades, a mais presente entre as pessoas que perderam a vida é a cardiopatia. Diabetes, doenças crônicas pulmonares, obesidade, doenças nos rins e neuológicas também são comorbidades presentes em óbitos registrados em Belo Horizonte.

Desde o início da pandemia, médicos têm alertado que, embora a idade e as doenças crônicas influenciem no agravamento da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus não vitimiza apenas aquelas pessoas que se encaixam em grupos de risco.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG),  em Minas17% das mortes não tinham comorbidades associadas e 22% eram de pacientes com idade inferior a 60 anos.

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