Uma pessoa morreu em Belo Horizonte de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após contrair o vírus H1N1, de acordo com o Informe Epidemiológico da Gripe, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), nesta terça-feira (16).

Até o momento, Minas registrou 456 casos de SRAG, sendo que 41 evoluíram para óbito. Entre essas mortes, a presença de vírus respiratório associado só foi detectado por meio de exame laboratorial em um caso, registrado na capital mineira, quando foi identificada a associação ao influenza A (H1N1) pdm09. Outras quatro pessoas que foram internadas com SRAG também foram infectadas por esse vírus.

Até o dia 16 de abril, foram registrados 13 casos de SRAG provocados pelo Influenza (gripe), nove deles em Belo Horizonte. Entre esses casos, 11 foram provocados pelo H1N1, um por Influenza A não subtipado e um por Influenza B.

O boletim informa ainda que foram registrados três casos de surto gripal (ocorrência de pelo menos três casos em ambientes fechados/restritos, com intervalo de até sete dias entre as datas de início dos sintomas dos casos). Todos os surtos aconteceram em população indígena aldeada da etnia Maxakali, localizadas nas cidades de Bertópolis e Ladainha, ambas no Vale do Mucuri. Nesses surtos na população aldeada, foi identificada a circulação concomitante dos vírus Influenza A (H1N1) pdm09 e Vírus Sincicial Respiratório.

Vacina

A vacina contra a gripe está disponível nos 152 Centros de Saúde para atender a população estimada em aproximadamente 870.440 pessoas aptas a receber a dose. A meta é atingir 90% de cobertura vacinal. 

Devem ser vacinadas pessoas acima de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhadores da área da saúde, professores de escolas públicas e privadas, portadores de doenças crônicas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos cumprindo medida socioeducativa, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e povos indígenas. 

Em 2018, foram vacinadas 770.544 pessoas na capital. Já em 2017, foram 771.537 vacinados. Em 2019, na primeira fase de vacinação, serão priorizadas crianças, grávidas e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, de acordo com o Ministério da Saúde, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo e segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, segundo a pasta, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose.

Sintomas e prevenção

A orientação da pasta é que indivíduos que apresentem sintomas de gripe evitem sair de casa durante o período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), restrinjam o ambiente de trabalho para evitar disseminação, evitem aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados, e adotem hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Para prevenir a doença, o ministério recomenda medidas gerais de proteção, como a constante lavagem das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, e a adoção da etiqueta respiratória, que consiste em espirrar na parte de dentro dos cotovelos e cobrir a boca ao tossir, visando à redução do risco de infecção pelo vírus.

Outra dica importante é não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. É importante ficar alerta a sinais e sintomas de gravidade para, nesses casos, buscar imediatamente avaliação em uma unidade de saúde.

Com informações da Agência Brasil e PBH