A quantidade de pessoas que se tornaram adeptas das bikes para se deslocar diariamente pela capital cresceu 17%, de 2017 para 2018, segundo levantamento da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo). Para especialistas, há uma demanda reprimida pelo meio de transporte.

Mestrando em Geografia e pesquisador da UFMG, Guilherme Tampieri afirma que investir na mobilidade ativa – deslocamento a pé ou por bicicleta – é prezar pela saúde da população.

“Há muitas pesquisas que relacionam esse tipo de investimento com a redução de gastos com o SUS, por exemplo”. 

O pesquisador defende, ainda, que é preciso reforçar os benefícios da bicicleta para que cada vez mais pessoas considerem essa alternativa de transporte. 

“Desconstruir a ideia de que BH só tem morros e não é possível pedalar, reduzir a velocidade dos carros, construir terminais de integração do transporte coletivo com as bikes, fazer campanhas educativas e construir ciclovias é um bom começo”, conclui.

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