Cerca de 10 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica serão produzidas e plantadas em Belo Horizonte. A ação é parte do Projeto Montes Verdes e foi definida por meio de acordo entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O principal foco da iniciativa, segundo a prefeitura da capital, são as áreas públicas municipais, utilizando, para a execução, recursos existentes no próprio Executivo, doações e verbas advindas das compensações do licenciamento ambiental. "O objetivo é chegar a um modelo que permita induzir e revegetar áreas verdes ou de preservação permanente (APPs) entre outras, de modo eficaz, desburocratizado e a baixo custo para, num futuro próximo, replicá-lo a outras áreas da capital", afirmou a PBH.

A administração aponta que pelo menos 80 espécies vegetais são necessárias para recuperar uma área do bioma, fazendo com que a variedade desejada seja de difícil acesso no mercado. As que chegam para suplementar o trabalho são produzidas na Floresta Nacional de Passa Quatro e estão em condições favoráveis ao reflorestamento.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, o custo benefício da iniciativa é um determinante para o sucesso. "O que torna este acordo benéfico é a alta capacitação da equipe do ICMBio, bem como a possibilidade de produzirmos mudas de espécies nativas com baixo custo a partir de sementes coletadas em Belo Horizonte, muitas delas de pouco interesse comercial, dificultando sua compra no mercado. As 10 mil mudas serão utilizadas em projetos de plantio já em andamento em Belo Horizonte, como o Projeto Montes Verdes, já no período chuvoso do próximo ano", explica.

Projeto Montes Verdes

A iniciativa teve início em 2016, com o trabalho de seleção de áreas aptas a receber plantios com o objetifo de recuperação ambiental. Durante o processo de planejamento, foi identificado que faltam espécies vegetais voltadas à recuperação da multiplicidade dos tipos já presentes em florestas na Grande BH.

Tendo em vista esse déficit, o projeto tem a função de identificar, catalogar, caracterizar e propor planos de revegetação das áreas degradadas da capital.

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