A mineradora anglo-australiana BHP Billiton, controladora da Samarco junto com a Vale, confirmou nesta segunda-feira (23) que está sendo alvo de uma ação judicial coletiva na Austrália por causa da tragédia ocorrida no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. No desastre ambiental, considerado o maior do Brasil, 19 pessoas morreram.

Por meio de nota, a mineradora estrangeira informou que foi notificada da ação e garantiu que irá se defender. A ação coletiva, conforme a imprensa internacional, acusa a BHP de não ter cumprido as obrigações após a catástrofe.

Ajuda financeira

No fim do mês passado, a BHP Billiton ofereceu US$ 221 milhões em ajuda financeira à Samarco e à Fundação Renova, que é responsável pela reconstrução das áreas afetadas pelo rompimento da barragem do Fundão. Do montante, US$ 158 milhões serão destinados aos programas de compensação da Fundação Renova. 

Já os US$ 53 milhões restantes serão usados no reparo, manutenção e plano de retomada de operações da Samarco. "Os fundos serão liberados para a Samarco apenas conforme necessário e sujeitos à realização de marcos importantes", anunciou em comunicado.

Na mesma data, a Vale declarou que pretende disponibilizar à Samarco linhas de crédito de curto prazo, de até US$ 53 milhões, para apoiar as operações e trabalhos de reparo no segundo semestre de 2018.

Tragédia

O rompimento da barragem ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, em Mariana. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país. Cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram liberados no ambiente, devastando vegetação nativa e poluindo o Rio Doce até a sua foz. Comunidades também foram destruídas e 19 pessoas morreram.

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