Apesar da liberação do uso das bicicletas nos parques de Belo Horizonte, em vigor desde sexta-feira, as áreas ainda não contam com sinalização e regras de circulação, segundo integrantes de associações e grupos de ciclistas. Definições como o limite de velocidade e os locais onde as magrelas serão permitidas serão divulgadas pela Fundação de Parques Municipais somente no fim do ano.

A Lei nº 10.863, sancionado pelo prefeito Marcio Lacerda, autoriza o uso de bicicletas não motorizadas ou elétricas nos parques da cidade. Antes da definição, uma lei de 2011 previa a entrada apenas de veículos de aro 12 a 16, para crianças. Com a mudança, bicicletas de todos os tamanhos passam a ser permitidas.

O texto prevê a utilização “em áreas específicas, ostensivamente indicadas, previstas no regulamento de cada parque”. Por enquanto, o acesso foi liberado em 55 das 73 áreas verdes da capital, incluindo o Parque Municipal, de forma compartilhada com pedestres.

Para Nilo Queiroga, integrante do grupo no Facebook Pedala BH, a lei é um avanço, mas são necessários ajustes. “É possível integrar de forma compartilhada, mas é preciso delimitar as áreas e a velocidade máxima.

Na avaliação de Queiroga, no Parque Municipal, por exemplo, as magrelas deveriam ser proibidas próximo à área dos brinquedos devido à circulação de crianças.

Voluntário da BH em Ciclo e membro do grupo do Facebook Bike Anjo, Vinícius Mundim acredita que outras questões precisam ser discutidas, como a conscientização da própria população quanto ao uso dos locais de forma compartilhada. “A lei é um pontapé para uma discussão saudável. Podem fazer campanhas para uma convivência tranquila entre os diferentes públicos”, disse.

Ajustes

A presidente da FPM, Karine Paiva, esclarece que os ajustes para adequação à lei serão feitos em até dois meses, incluindo sinalização, delimitação das áreas e o estabelecimento de campanhas de mobilização.

Ela afirma ainda que, por enquanto, cinco parques, dentre eles o das Mangabeiras e o da Serra do Curral, continuarão com restrições aos ciclistas por questões ambientais ou de segurança. “O Serra do Curral tem uma declividade acentuada e, por isso, temos de acertar questões de segurança e de sinalização. Já sobre o Mangabeiras, temos também definições ambientais para preservação da área”, explicou Karine.

Outras 13 áreas verdes não terão acesso liberado porque são proibidas ao público em geral.