Milhares de foliões já estão nas ruas de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (6), acompanhando o bloco Então, Brilha, responsável por atrair multidões à festa na capital. Embalados por sucessos de Daniela Mercury e Timbalada, os foliões cantam e vibram com a bateria do bloco. Nesse momento, eles já estão na Praça da Estação, no Centro de BH, onde outros blocos se encontraram.

Na rua São Paulo, foliões queixaram-se do lixo na calçada, que dificultou a passagem, próximo a uma empresa de reciclagem. "A prefeitura deveria ter limpado isso", disse uma foliã, sem se identificar.

 

O arquiteto Rafael Fontenelle, 28 anos, nasceu em BH, mas mora em São Paulo. Apesar da mudança de cidade, ele não abre mão de participar do Carnaval da capital mineira. Há cinco anos marca presença na folia. "Comprei minha passagem em outubro. A evolução do Carnaval de BH está maravilhosa, vem gente do Brasil inteiro".

 

 

O pequeno Eduardo, que ainda nem completou 3 meses, estreou na folia de BH. No colo do pai, o bebê, que dormia serenamente alheio ao barulho e à agitação que tomam conta da avenida dos Andradas na passagem do bloco, foi uma atração à parte.

"Participamos do Carnaval todo ano e quisemos trazê-lo, porque é algo que vai fazer parte da vida dele futuramente", explicou a mãe, a arquiteta Daniela Vida, 30 anos. Segundo ela, foram tomados os devidos cuidados com a criança, como amamentação, aplicação de protetor solar e o uso de uma sombrinha. Além disso, os pais do pequeno folião evitaram ficar muito próximos da bateria e de locais com grande concentração de pessoas.

 

"Chegamos às 7h30 e já estamos quase indo embora. Gostamos dos blocos que desfilam durante o dia", disse o pai, o bacharel em Filosofia Francisco Lages, 29 anos.

Para a empresária Clermem Gosling, de 55 anos, participar do Carnaval nas ruas de Belo Horizonte já é um compromisso. Apesar de aprovar o crescimento da festa, ela teme que ela não prospere mais, por falta de organização. "A prefeitura não dá o apoio necessário. A festa teve uma crescente, mas tenho medo de que caia".

Quem também retornou a BH para participar da folia belo-horizontina foi o aposentado Paulo César Machado, 52 anos. Atualmente, ele mora em Brasília, mas desembarcou em BH na terça-feira para seguir os blocos pré-carnavalescos.

Fantasiado de carteira de identidade ao lado da esposa, a economista Mariane Miguel Chaves, 41 anos, ele chamou a atenção de outros foliões. "A ideia dessa fantasia é não precisar trazer o RG nem correr o risco de perdê-lo", diverte-se Paulo.

 



A advogada Cláudia da Silva Oliveira, 36 anos, foi a anfitriã de um grupo de 11 paulistas, que deixaram a cidade onde moram especialmente para curtir o Carnaval de BH. O grupo veio depois que ficou sabendo que a festa belo-horizontina estava ganhando forças a cada ano.

Também nascida em São Paulo, Cláudia mora na capital mineira há seis anos e está gostando de ver o resultado desse crescimento da folia. "Daqui ainda vamos para mais uns dois blocos, se a gente conseguir", adiantou a advogada.

 

Bloco 'Então, Brilha' reúne multidão na primeira manhã do Carnaval de BH

 

 

 

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