O sábado de Carnaval foi agitado nas ruas de Belo Horizonte. Vários blocos de rua fizeram a festa na cidade durante todo o dia, arrastando milhares de foliões.

O Bloco “Approach” surpreendeu até mesmo os organizadores. A concentração foi às 15 horas, na avenida Brasil altura do número 41, e às 17 horas o público já passava de 2 mil pessoas. Todas muito bem fantasiadas e animadas.

“Tem que ter senso de humor e entrar no clima. Bom que bloco assim é todo mundo de boa, muita família e ninguém precisa se preocupar com confusão”, disse o arquiteto André Gabrich, de 34 anos, que estava fantasiado de índio com mais cinco amigos.

“Amanhã (hoje) estaremos em outro bloco vestidos de Corte Francesa. Queremos homenagear Maria Antonieta”, contou o folião. Este foi o oitavo ano do Approach.

Já o bloco “Tô de Boa! Arreda Aí”, reuniu pouco mais de 150 pessoas na Praça Comendador Negrão de Lima, no Floresta. A concentração foi um pouco mais tímida, mas este foi o ano de estreia do bloco no carnaval de rua da cidade. Vale lembrar que o bairro Floresta já teve um dos melhores blocos de carnaval da cidade. Tanto que a famosa Confeitaria Momo, localizada no bairro, recebeu este nome devido a isso.

Também o “Então, brilha” saiu da rua Guaicurus, no Centro, em direção à Praça da Estação, onde se juntou a outros grupos. Segundo um dos fundadores do bloco, Geison Almeida Bezerra da Silva, cerca de duas mil pessoas acompanharam o cortejo.
 

Aproach
 Mais de 2 mil pessoas curtiram o Bloco do "Approach". (Foto: Amanda Paixão/Reprodução)

 

Clima familiar

“Este foi o ano em que conseguimos reunir mais gente, superando os três anos anteriores”, afirma. No bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul, a folia teve clima familiar, ao som de marchinhas tradicionais. Crianças e idosos reuniram-se na praça Arcângelo Maletta para assistir ao primeiro desfile do bloco “De São Bento à Dona Lúcia”. “A ideia é fazer uma festa para as famílias, sem confusão, tranquila”, diz o fundador do bloco, Daniel Santos.

Savassi volta a ‘brigar’ o Carnaval

Finalmente, depois de anos de inércia, Belo Horizonte supera o descrédito e vê seu Carnaval, formado por blocos, ganhar força. A rua é a sua verdadeira passarela, mas com o crescimento, o Poder Público precisa interferir. Não exigindo licenças para tudo e para todos. Carnaval exige certa liberdade. A interferência precisa vir na forma de segurança, organização e conforto.

Na noite da última sexta-feira, a Savassi foi invadida por cerca de 3 mil pessoas. A maior parte com a intenção de brincar o Carnaval. Mas sem policiamento, banheiros químicos ou fiscalização, uma minoria colocou todo esse esforço coletivo a perder.

No lugar da batucada, alguns ligaram os sons potentes dos carros no ritmo do funk. Crianças vendiam todo o tipo de bebida alcoólica sem o menor impedimento. Resultado: houve até arrastão, com o “bonde” levando tudo o que via pela frente, até pessoas.

Infelizmente, o que era para ser um lugar para se brincar o Carnaval, virou espaço para briga. A Polícia Militar informou que não registrou nenhuma ocorrência de destaque durante o evento na Savassi, e que seis viaturas e 18 policiais faziam o policiamento no local. O efetivo foi baseado no público estimado, de 800 pessoas.