A atenção deve estar redobrada só à dengue. Chikungunya e zika, também transmitidas pelo Aedes aegypti, preocupam. Como Minas até agora não registrou surtos relevantes das duas enfermidades, boa parte da população está suscetível a desenvolvê-las.

O alerta é do infectologista Adelino Melo Freire Júnior, da UnimedBH. Segundo ele, no caso da dengue, as ocorrências cíclicas geram uma imunidade temporária. 

“Desde 2010, ocorreram epidemias a cada três anos. Como em 2019 tivemos aumento das notificações, caso se mantenha essa tendência, o pico pode ser menor no próximo período. Costuma-se falar mais de dengue porque o impacto é maior do ponto de vista de risco de infecção. É muito grave, com perigo significativo de óbitos. Além de sobrecarregar o sistema de saúde, tanto o SUS quanto a rede privada”, observa.

Sobre a chikungunya, o especialista reforça que, apesar de a doença ser mais branda se comparada à dengue, há perigo maior para as grávidas. 

Já a zika tem impacto ainda mais significativo. “A pessoa fica bem sintomática, precisa de socorro médico, além dos riscos de sequelas a longo prazo, com problemas articulares. Minas ainda não registrou casos, como no Nordeste. A gente não se preocupa tanto até que aconteça”, diz o médico da UnimedBH.

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