Deve ser ouvido nas próximas horas, desta tarde de sexta-feira (21), no fórum de Esmeraldas Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, ex-policial-civil condenado pela morte de Eliza Samudio.
 
O depoimento dele será tomado durante a audiência de instrução do julgamento sobre a morte de dois jovens, assassinados durante treinamentos do extinto Grupamento de Respostas Especiais (GRE). O sítio de “Bola”, em Esmeraldas, na Grande BH, é apontado como o endereço da morte dos jovens, já que as atividades do GRE eram realizadas no local. 
 
Além do ex-policial também são réus, Anderson Marques Alves, Gilson Costa e Wanderlim de Souza. A sessão estava marcada para as 13 horas, mas o atraso de um advogado não permitiu que a audiência começasse no horário correto. 
 
A juíza Cirlaine Maria Guimarães é quem vai presidir a audiência de instrução. 
 
Condenação 
 
Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", foi condenado a 22 anos de prisão pela morte e desaparecimento do cadáver da modelo Eliza Samudio. Pela morte, ele foi sentenciado a 19 anos de prisão e pelo sumiço do corpo a três anos de reclusão em regime aberto. Em novembro de 2012, ele foi absolvido da morte de um carcereiro.
 
A juíza Marixa Fabiane, do fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, também condenou o ex-policial-civil a 360 dias/multa ou ao pagamento de R$ 6.120. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade. 


Mortes

O inspetor Júlio Cesar Monteiro, ex-chefe do Grupo de Respostas Especiais (GRE) da Polícia Civil de Minas Geras, responsável por denunciar os crimes, afirmou que assassinatos foram cometidos no sítio onde policiais do grupo recebiam treinamentos ministrados por Bola, em Esmeraldas, na Grande BH

As vítimas seriam Marildo Dias de Moura e Paulo César Ferreira, que teriam sido mortos em 6 de maio de 2008. De acordo com a acusação, ambos foram torturados até a morte no sítio usado por Bola.