O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, condenado a 22 anos pela morte da ex-modelo Eliza Samudio, foi transferido para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (8). Bola estava preso na Casa de Custódia da Polícia Civil, no bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte, desde abril deste ano. Eliza era amante do goleiro Bruno Fernandes, que também foi condenado pelo homicídio.
 
O advogado do ex-policial, Fernando Magalhães, explicou que o Ministério Público entrou com uma ação na Justiça pedindo o controle de constitucionalidade difuso, ou seja, tornar uma lei inconstitucional. Essa lei ao qual se referiu o advogado dá o direito a policiais e ex-policiais a cumprir a pena na Casa de Custódia. “Trata-se de uma perseguição da promotoria e o juiz, que é um excelente magistrado, foi induzido ao erro pelo Ministério Público ao acatar o pedido”, disse.
 
Além dessa decisão, Magalhães informou que irá recorrer, na próxima semana, de outro pedido. “Foi pedido que ele (Bola) fornecesse material genético. Esse pedido é feito a pessoas condenadas por crimes violentos”, afirmou o defensor.
 
Entenda o caso
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado no dia 8 de março de 2013 a 22 anos e três meses pelo homicídio e ocultação de cadáver de sua ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de seu filho, o "Bruninho". Os crimes aconteceram em junho de 2010 e o atleta seria o mandante.
 
Além dele, outros três réus envolvidos no crime foram julgados. O ex-braço direito de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão", foi condenado a 15 anos prisão por homicídio, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. Já da acusação de ocultação de cadáver o réu foi absolvido.
 
Já a ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Souza foi condenada a cinco anos de prisão em regime aberto pelo crime de sequestro e cárcere privado de Eliza, enquanto a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, foi absolvida das acusações de sequestro de "Bruninho".
 
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", foi condenado por homicídio e ocultação de cadáver. Além dele, também foram julgados o caseiro Elenilson Vitor da Silva e o motorista do atleta na época, Wemerson Marques de Souza, o “Coxinha”.