O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse, na manhã desta terça-feira (20), que irá apresentar provas que confirmem uma possível fraude nas eleições de 2014. Ele afirmou que o então candidato à presidência, Aécio Neves, venceu a disputa contra Dilma Rousseff no segundo turno. Na época, a candidata do PT foi reeleita.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Itatiaia, após Bolsonaro ser questionado sobre os rumos do voto impresso. “Espero na semana que vem apresentar as provas de fraude, a gente falar que realmente essas eleições não são seguras. Nós vamos apresentar uma fraude de 2014, segundo turno de 2014. Onde, segundo as pessoas que trabalharam nisso, o Aécio Neves ganhou as eleições. Isso vai ser comprovado e qualquer pessoa vai notar essa realidade”, disse.

O presidente também afirmou que mostrará à imprensa e à população a forma como os votos teriam sido fraudados, “com hacker e gente que entende de informática”.

“Se você jogar a moeda 231 vezes para cima, ela dá cara, coroa, cara, coroa. É possível acontecer isso 231 vezes? Acho que não, ne? Vou demonstrar que a fotografia minuto a minuto dos votos chegando no TSE no segundo turno, dava Aécio, Dilma, Aécio, Dilma, até o final. E sempre com a Dilma montante um pouco maior que o Aécio todas as vezes. Isso é impossível de acontecer e desmonta essa tese de que as urnas não são fraudadas”, afirmou.

Após apresentar as possíveis provas, Bolsonaro disse que o documento será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que providências sejam tomadas.  

“O que vale é a opinião pública que, ao meu entender, não vai aceitar eleições sem uma forma de ser auditada. Não basta você ter o voto impresso, a contagem tem que ser pública também. Meia dúzia de técnicos contam voto no Brasil. Quem ganha a eleição? Quem vota ou quem conta os votos? Isso que queremos mostrar aqui. Defendemos as eleições limpas”.

Voto impresso

Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a defender o projeto que quer tornar o voto impresso obrigatório no país a partir das eleições de 2022, e disse que a medida seria uma forma de garantir a “transparência”.

“Apenas três países usam a urna eletrônica no mundo. Ninguém usa mais. Por que o ministro Barroso e as lideranças do parlamento agora são contra o voto impresso? Fica difícil a gente entender o que está acontecendo. Queremos transparência, porque eleição suspeita ou fraudadas não são eleições. Não quero fazer uma nova eleição”, finalizou.

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