Os militares do Corpo de Bombeiros que foram enviados para prestar ajuda humanitária em Moçambique, na África, já estão a caminho de Belo Horizonte. Os agentes, especialistas em operações de busca, salvamento, enchentes e gestão de desastre que atuaram em Brumadinho, na Grande BH, ficaram 40 dias no país que foi severamente destruído após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth.

No período em que permaneceram na África, eles resgataram corpos, abriram estradas e ajudaram a montar acampamentos. A chegada dos agentes acontece nesta semana, mas o dia ainda não foi detalhado pela corporação.

A ajuda mineira no território africano, porém, não será encerrada. Outra equipe composta com cinco bombeiros de Minas desembarcou, em Moçambique, nesta segunda-feira (6), por volta das 3 horas. Eles vão trabalhar junto com militares da Força Nacional de Segurança Pública, "para dar continuidade ao esforço de minimizar os danos causados pelos ciclones". Os militares devem permanecer no país em missão humanitária por cerca de 30 dias.

"Os trabalhos realizados pelos bombeiros de Minas foram extremamente importantes no processo de reconstrução dos serviços essenciais mais urgentes. Prova disso é que, além da formalização do pedido das autoridades locais para que o prazo de atuação dos militares fosse prorrogado por mais 20 dias, uma nova equipe foi solicitada para compor a força-tarefa brasileira", destacou a corporação.

Homenagem

No último dia 3, o governo federal condecorou a corporação com a insígnia da Ordem de Rio Branco. A honraria mais alta do Itamaraty foi entregue em homenagem aos trabalhos de busca e salvamento realizados em Brumadinho e também pela ajuda humanitária promovida em Moçambique, na África.

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