As buscas pelo corpo do operário Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, que foi soterrado após o rompimento de barragem em uma mina da Herculano Mineração Ltda, em Itabirito, Região Central do Estado, foram retomadas no início da manhã desta quarta-feira (24). O rompimento da área de descarte de rejeitos da produção, equivalente a 100 mil metros quadrados (ou dez campos de futebol), causou a morte de dois operários, deixou três feridos e 300 residências sem água e energia elétrica.

De acordo com o Corpo de Bombeiros as buscas vão continuar até "segunda ordem". Para esta quarta, a operação conta com uma equipe de sete militares, dois cães, além de quatro retroescavadeiras e duas carregadeiras.

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o que provocou o deslizamento. Na mina havia quatro barragens, sendo duas de água e duas de rejeitos. A barragem “B3”, de rejeitos, se rompeu, provocando o deslizamento de terra. Adilson estava operando uma retroescavadeira na hora do acidente. Como somente a máquina foi encontrada, os bombeiros suspeitam que ele percebeu que a barreira tinha se rompido e tentou sair do local.
 
Na quarta-feira (10), data da tragédia, os bombeiros retiraram o corpo de Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, topógrafo, que, no momento, estava fazendo uma medição embaixo da barragem “B3”. A morte de Cristiano Fernandes Silva, de 32 anos, motorista de caminhão, também foi confirmada.
 
Mineradora lamenta a tragédia
 
Em nota, a Herculano Mineração lamentou o acidente. “A empresa informa que ainda estão sendo apuradas as causas do acidente, tanto por seu corpo técnico quanto pelas autoridades locais (Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, Defesa Civil e órgãos ambientais). De acordo com essas autoridades, infelizmente foram confirmadas duas vítimas fatais e um)funcionário ainda não foi localizado. A empresa está prestando todo suporte às famílias dos envolvidos. Todas as medidas estão sendo tomadas no sentido de garantir a integridade de seus funcionários e minimizar os prejuízos à comunidade local e ao meio ambiente”, diz.