Os militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais que partiram em missão para Moçambique devem desembarcar na cidade de Beira, a mais afetada pelo ciclone Idai, por volta de 12h desta segunda-feira (1). O fenômeno natural já resultou em 493 mortes.

Na última semana, 20 agentes da corporação mineira embarcaram para a África em missão humanitária. Na bagagem, os bombeiros levaram a experiência dos resgates às vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. De acordo com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, às 3h desta segunda-feira os militares deixam a cidade de Luanda, na Angola, para seguir até Beira.

No município africano, os agentes serão recebidos pelo Embaixador do Brasil em Moçambique, Daniel Barra Ferreira, e pelo Adido Militar da Força Aérea Brasileira, Coronel Paixão.

Ciclone 

Conforme o coordenador de Gestão de Calamidades (INGC), Rui Costa, 140 mil pessoas estão abrigadas em centros de reassentamento e as operações de busca e resgate continuam. Moçambique vive o drama do risco de cólera, tifo e malária no país. Pelos dados oficiais, 168.940 famílias foram afetadas. Na prática são 839.740 pessoas atingidas e mais de 1.500 feridos.

De acordo com Costa, 53 unidades sanitárias e mais de 3.500 salas de aulas e 99 mil casas foram destruídas. Segundo ele, os dados aumentam diariamente, pois as chuvas não cessaram e as condições de buscas estão prejudicadas. O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malauí. Foram ventos de mais de 200 quilômetros por hora.

(*Com Agência Brasil)