Mais de 88 mil brasileiros podem morrer até 4 de agosto em decorrência da Covid-19. A projeção é do Instituto de Métricas (IHME) da Universidade de Washington. O modelo é o mesmo utilizado pelos Estados Unidos para acompanhar o avanço do novo coronavírus no país.

Assim como em várias partes do mundo, o cenário no Brasil é assustador. Em junho, conforme os dados, 27 mil pessoas já podem ter perdido a vida por aqui. 

Ainda segundo o modelo, o país poderá ter pico de óbitos diários em 1º de julho, com 1.024 casos em 24 horas - na última terça-feira (12), chegou a 881 em apenas um dia. Daqui a dois meses, segundo a previsão do IHME, o número de mortes deve bater a casa dos 57 mil.

Até esta quarta-feira (13), o Brasil registrou 188.974 casos de coronavírus e confirmou a recuperação de 78.424 (41,5% do total) pacientes. de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.

Até o momento, são 13.149 mortes provocadas pela doença - 749 a mais em relação ao boletim do dia anterior. Outros 2.050 óbitos estão em investigação.

Norte-americanos

As análises feitas pelo IHME ganharam repercussão após o presidente Donald Trump, no fim de março, reconhecer a gravidade da situação nos EUA por conta da Covid-19. 

Na época, baseado nos dados dos pesquisadores, ele admitiu que, caso o isolamento social não fosse cumprido, cerca de 2,2 milhões de pessoas poderiam morrer no país até 4 de agosto. Na última quarta-feira (13), o instituto projetou 147 mil óbitos na nação até 4 de agosto.

O balanço mais atual da situação nos Estados Unidos indica mais de 85 mil mortes até esta quinta-feira (14).

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