Após confessar pela primeira vez que Eliza Samudio foi esquartejada e teve seus restos mortais jogados para cães, o goleiro Bruno Fernandes de Souza contou, em seu depoimento, que o assassino da mulher é conhecido como "Neném". 

O atleta confirmou a versão do crime contada por seu primo Sérgio Rosa Sales, em 2010, mas negou que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", que também seria conhecido por "Neném" e "Paulista", tenha participado da trama que resultou na morte de sua ex-amante.
 
Bruno disse no tribunal do júri que Jorge Luiz Rosa, que denunciou o crime, sempre se referiu ao executor de Eliza Samudio como "Neném". Ele informou que, em nenhum momento, foi citado o apelido de "Bola" como sendo o assassino de sua ex-amante.

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O goleiro garantiu ainda que conheceu o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", apontado pelo Ministério Público como o assassinato de Eliza Samudio, na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem.
 
No entanto, ele  disse que conhecia o ex-policial José Lauriano de Assis, o "Zezé", que teve seu nome relacionado ao crime recentemente. Bruno explicou que conheceu "Zezé" no final de 2009, através de "Macarrão", e que o homem era empresário de um grupo de pagode chamado "Os Neguinhos".
 
"Zezé" teria frequentado o sítio do goleiro por várias vezes e o grupo de pagode já tocou no local por duas vezes. 

Questionado pela juíza Marixa Fabiane Lopes, o goleiro Bruno Fernandes diz não saber o nome completo de "Zezé", mas confirma que ele é policial civil.