Vinte câmeras de monitoramento devem ser instaladas na região hospitalar de Belo Horizonte até dezembro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20) durante uma reunião sobre a segurança no local entre prefeitura, hospitais, faculdades, Polícia Militar, comércio e outras empresas. Nos últimos três meses os índices de assaltos diminuíram em 25%.
 
O encontro desta quarta-feira foi o segundo do grupo este ano. Os integrantes discutiram sobre os avanços da primeira reunião que aconteceu em março com a participação de moradores. Na ocasião, todos reclamaram que as ruas da região estavam escuras e pediram providências da prefeitura.
 
“As árvores precisavam ser podadas e imediatamente resolvemos o problema. Agora, vamos focar na questão social dos moradores de rua”, disse o gerente de licenciamento e fiscalização da Regional Centro-sul, Willian Nogueira.
 
A tenente Cláudia Isidoro, da 3ª Companhia do 1° Batalhão da PM, disse que o primeiro passo foi identificar os principais lugares que mais tiveram assaltos registrados. “A praça Hugo Werneck e o cruzamento das ruas Ceará e dos Otoni eram os lugares mais perigos. Agora temos rondas especiais nesses pontos, o que dificulta a ação dos criminosos”, disse ela.
 
Além desses locais, outros 18 foram apontados como focos de violência. Por isso, a Prefeitura e a PM devem instalar 20 câmeras de monitoramento, sendo que seis pontos foram divulgados.
 
A redução de 25% no número de assaltos estaria ligada às medidas tomas depois da primeira reunião e, agora, uma outra arma contra a criminalidade na região hospitalar será a criação da Rede de Comerciantes Protegidos. “Nosso foco é trabalhar na prevenção e deixar as ruas seguras para motoristas, pedestres e comerciantes. Essa rede vai ajudar principalmente nas prisões dos meliantes, já que imagens de circuito interno, por exemplo, poderão identificá-los. Vamos deixar telefones de policiais para serem acionados em casos de urgência”.
 
O provedor da Santa Casa, Saulo Coelho, pediu para que o grupo permaneça unido no combate à criminalidade. “Não podemos esperar um pessoa morrer para que uma atitude severa seja tomada. Os esforços precisam ser divididos. Cada um fazer sua parte. Enquanto a PM faz a patrulha, seguranças das faculdades, comércios e hospitais também podem ajudar a monitorar a redondeza e dar apoio não só para clientes, mas a qualquer outra pessoa que passe pela rua”, disse.
 
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