Um caminhoneiro, acusado de matar a esposa e esconder o corpo em um lote vago no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, será julgado por um júri popular. Segundo publicação desta sexta-feira (17), o juiz do I Tribunal do Júri, Marcelo Rodrigues Fioravante, determinou que homem deve responder por homicídio qualificado pelo crime praticado em novembro do ano passado. O magistrado manteve ainda a prisão preventiva do acusado.

Segundo a denúncia do Ministério Público, em 23 de novembro de 2018, o homem de 42 anos agrediu violentamente a esposa, causando ainda sua morte por asfixia. Depois de assassiná-la, o caminhoneiro teria usado uma lona preta para enrolar o corpo e abandoná-lo em um lote vago próximo à avenida Rubens Corporali Ribeiro, no bairro Buritis.

De acordo com os promotores, o homem teria cometido o crime por estar inconformado com o término do relacionamento, que durava 14 anos. Ele teria descoberto que a vítima estava em outro relacionamento e a proposta de separação havia sido feito pela mulher no dia anterior ao crime.

O casal tinha um filho de 6 anos. Para o MP, o homem deve responder por feminicídio, quando o crime é cometido pela condição de sexo feminino por parte da vítima.

Um vendedor ambulante de redes encontrou o corpo por acaso e chamou a polícia. O suspeito foi encontrado pela Polícia Civil seis dias depois do crime.

Testemunhas

A decisão do juiz Fioravante levou em conta vários testemunhos colhidos durante as investigações. Até mesmo o suposto amante da vítima foi ouvido. Familiares relataram que havia um medo de que a mulher fosse morta quando pedisse a separação.

A mãe da vítima relatou que a irmã do acusado havia lhe telefonado e solicitado que ela viesse de São Paulo para intervir, pois a filha poderia ser morta. A mulher chegou a Belo Horizonte dois dias antes do crime.