Por uma foto enviada pelo Whatsapp seu Reginaldo Eduardo Oliveira, de 39 anos, teve a confirmação que o filho, Jefferson Eduardo de Oliveira, de 20 anos, estava morto. Ele saiu de Plautino Soares, distrito de Sobrália, no Vale do Rio Doce,  em busca do "sonho americano". O jovem pagou um grupo de "coiotes" para garantir a sua chegada até os Estados Unidos. A viagem para o rapaz, porém, terminou no México. O traslado do corpo só será possível após uma campanha pela internet feita por parentes. 

Jefferson fazia viagem ao lado de dois amigos, que já teriam entrado em contato com suas famílias no Brasil dizendo que estão bem, porém, detidos nos Estados Unidos. Vanessa Oliveira, prima de Jefferson que mora nos Estado Unidos, informou que o último contato foi feito com o jovem no dia 13 de novembro. "Quando ligamos para o celular dele, um mexicano contou que achou o celular de Jefferson nos Estados Unidos. Ficamos na esperança de que o Jefferson entrasse em contato conosco. Mas o que recebemos foi um telefonema dizendo nosso número estava com um durex no bolso do meu primo", disse Vanessa Oliveira, uma prima de Jefferson que mora nos Estados Unidos. "Conhecemos o corpo pelo símbolo da blusa e uma foto de uma tatuagem dele", completou. 

Após a notícia, Reginaldo já providenciou o passaporte para buscar o corpo do filho. Mas ele ainda não sabe quando irá fazer a viagem. “Era um menino amoroso, carinhoso. Não poderia ter pedido um filho melhor”, lamenta o pai.

O Itamaraty informou que está prestando toda a assistência consular a família. Também disse a embaixada do Brasil no México está acompanhando as investigações da polícia mexicana a cerca do caso. Pela lei brasileira, o Itamaraty não pode arcar com os custos do traslado do corpo do México até o Brasil. 

Redes sociais

Na tentativa de ajudar a família, Vanessa Oliveira, prima de Jefferson que mora em Boston criou uma campanha pelas redes sociais para arrrecadar fundos para o traslado do corpo do jovem de volta para o Brasil. Em menos de 24h ela conta que todo o valor já foi arrecado. “Temos que agradecer a todos e a Deus porque pelo menos encontramos o corpo dele. Estamos esperando o site entrar em contato conosco para repasse dos valores”, explica Vanessa, que encabeçou a campanha.

Vanessa ainda acrescenta que a viagem para entrar nos Estados Unidos ilegalmente não vale a pena por causa dos riscos. "Não aconselho nenhum jovem a enfrentar essa fronteira, porque mais que a vida seja difícil no Brasil é melhor do que perdê-la em pouco tempo".