A Belotur promove campanha para estimular o comércio de bebidas enlatadas no Carnaval de Belo Horizonte, que espera 4,6 milhões de pessoas. O "Carnaval é na lata" quer evitar acidentes e situações de perigo pelo uso de garrafas ou recipientes de vidro. A ação vai mobilizar ambulantes, comerciantes e os próprios foliões. Segundo a prefeitura, a proibição de venda de bebidas em garrafas de vidro foi amplamente divulgada durante a entrega das credenciais para os ambulantes. 

Quem for flagrado descumprindo a regra terá a mercadoria apreendida e a credencial revogada. "É muito importante que todas as pessoas envolvidas com o Carnaval, de trabalhadores a foliões, entendam o risco que é a comercialização de bebidas em garrafas de vidro. O que queremos é manter a segurança e a alegria nas ruas. Isso sem falar na coleta seletiva, que é mais facilitada com o uso da lata", explica Gilberto Castro, diretor-presidente interino da Belotur.

A campanha também vai envolver donos de bares e restaurantes localizados no percurso dos blocos para evitar a venda de bebidas em recipientes de vidro e  churrasco em espetos.

Cerca de 250 fiscais da PBH e 270 agentes de campo para trabalhar durante o período de Carnaval, que vai até 10 de março. O efetivo vai atuar de forma preventiva e educativa para evitar eventos de rua sem autorização, além de coibir ambulantes irregulares e evitar que os credenciados fiquem em pontos que atrapalhem os blocos e o trânsito.

Regras 

Conforme previsto no edital de chamamento público, o ambulante poderá comercializar água e bebidas industrializadas e/ou adereços carnavalescos. Além disso, a atividade é permitida apenas nos ensaios e nos desfiles dos blocos de rua. O ambulante não pode exercer a atividade em locais onde não há concentração ou desfile de bloco de rua.

De acordo com as regras, o credenciado não pode comercializar bebida em garrafas ou outros recipientes de vidro nem vender bebida alcoólica aos menores de 18 anos, sob as penas da legislação. No exercício da atividade, o credenciado deve portar a credencial e o documento de identidade com foto. Em caso de descumprimento, o ambulante poderá perder a credencial, ter os produtos apreendidos e ser autuado no valor de R$ 2.034,18.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte